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Contabilidade · CESGRANRIO · 2024

Questão comentada de Contabilidade

Uma indústria S.A. contraiu um empréstimo para financiar a construção de uma usina de geração de energia. Em vista de um atraso na construção da usina, os recursos foram investidos. Na determinação do montante de custos de empréstimos elegíveis à capitalização, os juros auferidos sobre esses investimentos temporários devem ser

Gabarito: A

Quando a empresa pega dinheiro emprestado para construir um ativo, nem todo juro pago vira automaticamente custo do ativo. Pela regra de custos de empréstimos, enquanto a obra ainda está em andamento e o recurso ficou parado por atraso, os rendimentos obtidos com a aplicação temporária desses valores precisam ser abatidos do que pode ser capitalizado. Em outras palavras: não faz sentido a empresa querer "engordar" o custo da obra com juros que ela mesma compensou com rendimentos de aplicação. Esse tratamento está alinhado ao CPC 20 (R1) - Custos de Empréstimos, convergente com a IAS 23. O item que trata dos investimentos temporários determina que os rendimentos auferidos com a aplicação dos recursos tomados para um ativo qualificável reduzem o montante dos custos de empréstimos elegíveis à capitalização. É uma lógica simples de conta de padaria: juros pagos menos juros ganhados. Por isso, no caso da usina, os juros recebidos sobre os investimentos temporários não entram como "lucro separado" para inflar o investimento em construção. Eles diminuem o custo de empréstimos que poderá ser capitalizado no ativo em construção. A banca gosta muito desse detalhe porque ele confunde quem lembra só da capitalização, mas esquece do abatimento. Resumo de prova: se houve aplicação temporária de recursos de empréstimo, a receita financeira dessas aplicações reduz o custo capitalizável. É exatamente esse abatimento que torna a alternativa A correta.

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