O clipping tanto é produto quanto é ferramenta de apoio de uma assessoria de imprensa. A sua função estratégica é bem aproveitada quando
- A)a assessoria de imprensa foca a precisão das métricas para mensurar a presença da marca na mídia, em centímetros.
Errada, porque reduzir clipping à mensuração em centímetros ignora sua função analítica e estratégica.
- B)o relatório de clipagem consegue reposicionar exposições neutras para serem apresentadas como positivas.
Errada, pois o clipping não serve para reclassificar exposição neutra como positiva; ele registra e analisa a cobertura como ela é.
- C)é apresentado diariamente no formato digital, que é mais ágil e moderno, gerando facilidade de acesso para o cliente.
Errada, porque o formato digital pode facilitar o acesso, mas isso não define a função estratégica do clipping.
- D)é desenvolvido por empresa terceirizada, não pela própria assessoria de imprensa, para conferir autenticidade e imparcialidade.
Errada, já que o clipping pode ser produzido pela própria assessoria e não precisa ser terceirizado para ser autêntico.
- E)permite análises além da exposição da marca, como, por exemplo, de mercados, concorrências, atuação de porta-vozes, entre outros.
Certa, porque o clipping estratégico permite analisar não só a presença na mídia, mas também concorrência, mercados e atuação de fontes e porta-vozes.
Gabarito: E
O clipping é o levantamento e a organização do que saiu na mídia sobre um cliente, tema ou instituição. Ele funciona como produto, porque entrega um relatório, e como ferramenta, porque ajuda a assessoria a tomar decisões. Em outras palavras: não é só “recorte de jornal”, é leitura estratégica da reputação. Quando bem usado, ele vai além de contar quantas vezes a marca apareceu na imprensa. A ideia central é transformar exposição em inteligência. Um bom clipping permite identificar tendências, tom da cobertura, temas recorrentes, impacto de campanhas, comportamento da concorrência e até a atuação de porta-vozes. Isso ajuda a assessoria a ajustar discurso, planejar ações e responder melhor à mídia. Não é um simples álbum de aparições, mas um mapa do que está acontecendo no ambiente jornalístico. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela acerta ao dizer que o clipping permite análises além da exposição da marca, incluindo mercados, concorrentes e porta-vozes. Esse é justamente o uso estratégico esperado em assessoria de imprensa: monitorar, interpretar e decidir com base no que a mídia está dizendo. As outras alternativas escorregam em pontos comuns de prova: focar só em centímetros, tentar “maquiar” avaliação de cobertura, achar que digital é o que define qualidade, ou dizer que precisa ser terceirizado. Clipping bom não é enfeite nem truque de apresentação; é instrumento de análise.