O texto de rádio tem algumas convenções específicas em relação aos outros meios, por exemplo: I. O alinhamento do texto é justificado. II. A formatação do espaçamento entre as linhas é tripla. III. As declarações literais são grafadas com aspas. Quais estão INCORRETAS?
- A)Apenas I.
A alternativa sustenta que somente a afirmativa I estaria incorreta, isto é, que o texto de rádio não seria justificado, mas que os demais itens estariam adequados. O problema é que a afirmativa III também contraria a padronização cobrada: em texto radiofônico, a indicação de falas literais não é tratada como uma convenção obrigatória por aspas nesse contexto. Assim, a opção deixa de fora uma segunda incorreção relevante.
- B)Apenas II.
Aqui se afirma que apenas a afirmativa II estaria incorreta, como se o espaçamento triplo não fosse uma característica aceitável do texto de rádio. No mérito, porém, a formatação com espaçamento maior entre linhas é justamente uma convenção de legibilidade e de preparação do texto para leitura no ar. Por isso, a alternativa erra ao apontar como falsa a única assertiva que está de acordo com a técnica.
- C)Apenas I e III.
Esta alternativa reúne exatamente as duas afirmativas que estão em desacordo com as convenções do texto radiofônico: a I, porque a justificação do alinhamento não é a forma adequada para esse tipo de texto, e a III, porque a simples grafia de declarações literais com aspas não é tomada como regra específica dessa modalidade. A II, ao contrário, corresponde à padronização de apresentação do texto para facilitar a leitura. Por isso, a resposta correta é esta.
- D)Apenas II e III.
A opção diz que as afirmativas II e III estariam incorretas, ou seja, que o espaçamento triplo e o uso de aspas em declarações literais não se ajustariam ao texto de rádio. Ocorre que o espaçamento maior entre linhas é uma convenção de boa leitura e organização do roteiro, então a inclusão da II entre as incorretas compromete a alternativa. Ela acerta ao desconfiar da III, mas erra ao rejeitar a II.
- E)I, II e III.
Ao marcar I, II e III como incorretas, a alternativa amplia demais o alcance do erro e trata todas as afirmativas como incompatíveis com o texto de rádio. Isso não procede porque a II descreve um recurso gráfico compatível com esse tipo de escrita, usado para dar mais clareza e facilitar a leitura. O problema, portanto, não é de nulidade total, mas de apenas duas assertivas em desacordo com a convenção.
Gabarito: C
No texto de rádio, a regra é pensar na fala e na leitura em voz alta. Por isso, a escrita costuma ser limpa, com frases curtas, marcação clara de pausas e indicação fácil das falas e citações. Nada de “enfeitar” a página como se fosse redação de livro. A assertiva I está errada porque o texto de rádio, em geral, não deve ser justificado. O alinhamento mais comum é à esquerda, justamente para facilitar a leitura rápida e a organização visual do roteiro. O texto justificado pode criar espaços irregulares e atrapalhar a fluidez. A assertiva II também está errada. Não existe convenção de espaçamento triplo entre linhas para texto radiofônico; o padrão é usar espaço que favoreça a leitura, geralmente simples ou duplo, conforme a prática de redação/roteiro, mas não triplo como regra. Já a assertiva III está correta. Declarações literais, falas reproduzidas ou citações diretas são grafadas com aspas, como em qualquer texto jornalístico. Então, como I e II estão incorretas e III está certa, o gabarito é a alternativa C. Em jornalismo, vale a lógica da clareza, padronização e leitura fácil - especialmente no rádio, onde o texto nasce para ser dito.