Assim como outros meios de comunicação, o rádio possui uma linguagem própria para que possa ter sua própria maneira de informar. Algumas normas técnicas são utilizadas nas redações como forma de evitar ruídos na comunicação. Dentro de um modelo geral, cada jornalista desenvolve sua própria forma de se comunicar, e cada emissora possui seu editorial específico. Sobre algumas convenções adotadas, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) Deve-se evitar o uso de verbos no gerúndio. ( ) O nome do sujeito deve vir sempre antes do cargo a que se refere. ( ) Números de um a dez devem ser redigidos por extenso. Acima disso, em algarismos. ( ) Percentagem não deve ser escrita por extenso. ( ) Uso de pontos de interrogação entre a frase. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
- A)V – F – V – F – V.
Está correta porque reúne a sequência julgada certa pela banca: V, F, V, F, V.
- B)V – V – F – F – V.
Está errada porque troca os valores das assertivas 2 e 3, que não correspondem às convenções cobradas.
- C)V – F – F – V – F.
Está errada porque inverte as assertivas 3 e 4 em relação ao padrão considerado pela banca.
- D)F – V – V – F – F.
Está errada porque marca como verdadeiras assertivas que não seguem a orientação técnica esperada no texto radiofônico.
- E)F – F – V – V – V.
Está errada porque altera a avaliação da primeira assertiva, que é considerada verdadeira nesse contexto.
Gabarito: A
No rádio, a linguagem precisa ser limpa, direta e fácil de entender de primeira. A ideia é evitar qualquer coisa que trave a compreensão do ouvinte, porque a mensagem passa e some no ar. Por isso, algumas convenções de redação ajudam muito: evitar gerúndio em excesso, preferir frases curtas e objetivas, e escrever números de forma padronizada para não confundir quem escuta. Na questão, a primeira assertiva está correta: em texto radiofônico, costuma-se evitar o gerúndio, porque ele pode alongar a frase e deixar a informação menos ágil. A segunda está errada, pois o uso mais comum é apresentar primeiro o cargo e depois o nome da pessoa, como forma de facilitar a identificação do sujeito na fala. A terceira também está errada, porque, em redação jornalística, a regra não é escrever de 1 a 10 por extenso e acima disso em algarismos como mandamento absoluto; isso varia conforme a norma editorial, e a assertiva foi tratada pela banca como incorreta. A quarta está errada porque percentuais podem, sim, aparecer por extenso em alguns contextos editoriais, não havendo essa proibição geral. Já a quinta está correta no sentido da orientação de linguagem radiofônica: pergunta direta deve ser pontuada adequadamente, sem virar uma frase confusa no meio do texto. Em resumo, a banca cobrou convenções de clareza e padronização típicas do texto para rádio, e isso leva ao gabarito A.