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Comunicação Social · FGV · 2025

Questão comentada de Comunicação Social

A campanha comemorativa dos 70 anos da Volkswagen do Brasil, intitulada "VW Brasil 70: o novo veio de novo", atraiu queixas de consumidores no Conar – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – e forte repercussão na imprensa e redes sociais, com posições contrárias e favoráveis, ao se utilizar de recursos de inteligência artificial (IA) generativa híbrida para recriar a figura da cantora Elis Regina, já falecida, cantando a música "Como nossos pais" junto com sua filha, Maria Rita. Em agosto de 2023, a decisão do órgão foi:

Gabarito: B

Essa questão mistura ética da comunicação, publicidade e o uso de IA generativa, um combo que anda dando trabalho no mundo real. O ponto central aqui não foi a “veracidade” do produto, mas se a campanha enganava o consumidor ou desrespeitava indevidamente a imagem da artista. No julgamento do Conar, prevaleceu a ideia de que a peça tinha caráter publicitário e comemorativo, com uso assumido de recurso artificial para homenagear a cantora, sem configuração de propaganda enganosa em si. No sistema brasileiro, o Conar não atua como órgão estatal de censura, mas como autorregulação do mercado publicitário, com base no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Nesse tipo de análise, a pergunta costuma ser: o anúncio induziu o público a erro? Houve abuso, exploração indevida ou afronta ética evidente? Se a resposta for negativa, a tendência é arquivar a representação ou manter a peça, ainda que haja debate social intenso. Foi exatamente o que aconteceu em agosto de 2023: o processo foi arquivado. O órgão entendeu que a campanha não violou, naquele caso, os parâmetros de veracidade e respeito exigidos pela autorregulação. Em outras palavras, a peça podia gerar incômodo ou controvérsia, mas isso não bastou para sustentar a proibição. Para prova, guarde a lógica: nem toda polêmica publicitária vira infração ética. A banca gosta de trocar “repercussão negativa” por “ilegalidade” e “uso de IA” por “deepfake proibido”. Mas, juridicamente e no âmbito do Conar, o foco é o conteúdo, a finalidade e o potencial de engano ou desrespeito, não a mera novidade tecnológica.

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