Para Lemos e Gaudio (2018), “o texto das publicações empresariais em geral adota o modelo americano de notícia, procurando concentrar-se em fatos e dados e ocultar a existência do narrador”. Por isso,
- A)para garantir atenção e relevância, os conteúdos do jornalismo empresarial devem ser bem estruturados e, preferencialmente, breves, com termos familiares e de fácil compreensão para o público-alvo.
Certa: expressa a necessidade de textos claros, breves e bem estruturados, compatíveis com a linguagem objetiva do jornalismo empresarial.
- B)se o texto for escrito para um veículo impresso, deve ser estruturado sob forma de pirâmide deitada com as respostas das perguntas tradicionais: o que, quem, como, quando, onde e por quê distribuídas ao longo do texto.
Errada: a pirâmide deitada e a distribuição das respostas ao longo do texto não são apresentadas corretamente aqui, além de confundir a estrutura jornalística com um modelo inadequado.
- C)o uso de parágrafos longos, preferencialmente com orações na voz passiva e discurso indireto para as falas dos entrevistados, contribui para a respeitabilidade do veículo empresarial junto ao público interno.
Errada: voz passiva e parágrafos longos tendem a dificultar a clareza, contrariando a objetividade e a concisão esperadas no texto empresarial.
- D)o texto deve ser escrito em primeira pessoa, de modo que o formato subjetivo de notícia transmita ao leitor credibilidade, porque ele saberá, exatamente, sob que ponto de vista os fatos e dados estão sendo apresentados.
Errada: a notícia empresarial não deve ser escrita em primeira pessoa nem adotar um formato subjetivo, pois a ideia é ocultar o narrador e priorizar fatos.
- E)independentemente do meio de veiculação – impresso, audiovisual ou digital – o texto terá as mesmas características formais e seu conteúdo refletirá unicamente os interesses da empresa.
Errada: os textos variam conforme o meio de veiculação e não refletem unicamente os interesses da empresa, pois também precisam respeitar adequação, linguagem e público.
Gabarito: A
No jornalismo empresarial, o texto costuma buscar clareza, objetividade e fluidez. A ideia é informar sem excesso de opinião, com foco em fatos, dados e linguagem acessível ao público-alvo. Isso combina com a lógica do modelo americano de notícia, que privilegia objetividade e evita expor o narrador em primeiro plano. Em termos práticos, isso significa textos bem organizados, diretos e fáceis de entender. Nada de enfeitar demais, porque o leitor quer rapidez e compreensão. Em comunicação interna ou institucional, a prioridade é transmitir informação com eficiência e credibilidade, e não transformar a notícia em um texto carregado de subjetividade. Por isso, a alternativa A está correta: ela destaca justamente a necessidade de conteúdos bem estruturados, breves e com termos familiares, o que favorece atenção, leitura rápida e compreensão do público. É exatamente o tipo de orientação compatível com a linguagem jornalística usada em publicações empresariais. As demais alternativas escorregam ao falar em pirâmide deitada, voz passiva, primeira pessoa ou uniformidade total entre meios, mas isso não corresponde ao padrão básico da notícia empresarial descrito no enunciado. Aqui, o centro é objetividade com linguagem clara, não estilo rebuscado nem subjetividade assumida.