Sobre os formatos que integram o gênero opinativo no jornalismo, considere as definições a seguir. 1. Costuma ser elaborado por um especialista, que julga um acontecimento passível de controvérsia a partir de seu repertório. 2. É produzido por um jornalista experiente que analisa certa ocorrência – em geral, relacionada a algum assunto trabalhado, na mesma edição, por um formato informativo –, relacionando-a a fatos anteriores e fazendo projeções de possíveis desdobramentos. 3. Registra um posicionamento institucional do veículo e não é assinado. As definições referem-se, respectivamente, aos seguintes formatos opinativos:
- A)editorial; coluna; nota;
Errada, porque editorial e nota não correspondem às definições 1 e 2, e a ordem dos formatos também não bate com o enunciado.
- B)artigo; comentário; editorial;
Certa, pois a 1 define artigo, a 2 define comentário e a 3 define editorial.
- C)dossiê; crônica; nota;
Errada, porque dossiê e crônica não são os formatos descritos nas definições dadas.
- D)resenha; análise; carta;
Errada, pois resenha e carta pertencem a outros usos opinativos, mas não correspondem exatamente às três descrições da questão.
- E)editoria; reportagem; comunicado.
Errada, porque os termos apresentados não são formatos opinativos clássicos correspondentes às definições do enunciado.
Gabarito: B
No jornalismo, o gênero opinativo reúne formatos em que a presença de juízo de valor aparece de forma explícita. Aqui, a banca pediu três definições clássicas: uma fala de especialista que avalia um fato controverso com base em seu repertório, outra descreve a análise assinada por jornalista experiente, e a terceira trata do texto que expressa a posição institucional do veículo. A primeira definição corresponde ao artigo. Ele costuma ser assinado por um especialista ou colaborador com autoridade no tema e traz uma opinião fundamentada sobre assunto polêmico ou de interesse público. Já a segunda é o comentário, que normalmente analisa uma ocorrência recente, muitas vezes ligada a uma matéria informativa da mesma edição, conectando o fato a antecedentes e possíveis desdobramentos. A terceira definição é o editorial: texto não assinado que representa a linha e o posicionamento oficial do veículo. Em provas, esse detalhe é ouro puro, porque editorial não é opinião pessoal de um repórter, mas voz institucional do jornal ou revista. Por isso, o gabarito é a letra B: artigo, comentário e editorial. É a combinação que casa exatamente com as descrições dadas pela teoria dos gêneros jornalísticos, como apresentada em manuais clássicos da área, usados com frequência pela FGV.