Para avaliar o estágio de desenvolvimento das comunicações internas, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), em sua pesquisa de Tendências em Comunicação Interna para 2024, usou os conceitos de Comunicação Interna (CI) 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0. Embora não sejam fases cronológicas, cada passagem de fase representa evoluções tecnológicas e incremento na participação dos colaboradores na comunicação interna. Por isso, nos 9% das empresas pesquisadas que estão na fase CI 4.0, a comunicação:
- A)é integralmente gerada e controlada pela área de comunicação interna, privilegiando a interação face a face de modo a constranger a participação dos funcionários;
Errada, porque descreve uma comunicação centralizada, controlada e pouco participativa, bem distante da lógica colaborativa da CI 4.0.
- B)acontece por meio de redes sociais e ações via liderança, e a área de comunicação interna atua como facilitadora de conversas estratégicas e curadora de conteúdos;
Certa, porque traz redes sociais, liderança e a área de comunicação interna como facilitadora e curadora, exatamente o perfil da CI 4.0.
- C)acontece por canais, eventos e ações via liderança, acrescidos de redes sociais, que dão pequeno espaço para comunicação horizontal;
Errada, porque ainda sugere um modelo intermediário, com canais e ações tradicionais e apenas pequeno espaço para horizontalidade.
- D)segue os canais oficiais de comunicação descendente nos quais apenas a empresa tem voz, e a comunicação interna está focada na elaboração de manuais de conduta;
Errada, porque fala em comunicação descendente, voz exclusiva da empresa e foco em manuais, o que é típico de modelo antigo e engessado.
- E)acontece por meio de canais analógicos e digitais e tem ações sistematizadas de comunicação via líder, às quais os funcionários são convidados a assistir.
Errada, porque mistura meios analógicos e digitais, mas mantém a lógica de exposição passiva dos funcionários, sem a participação ampliada da CI 4.0.
Gabarito: B
A ideia de Comunicação Interna 4.0 é mostrar um salto de maturidade: não basta a empresa “falar” com os empregados, ela passa a estimular conversa, troca e participação real. Na prática, isso aparece no uso de redes sociais corporativas, canais digitais mais vivos e na atuação da liderança como parte do processo comunicacional, não apenas como repassadora de recado. Na pesquisa da ABERJE, a lógica é justamente essa: quanto mais avançado o estágio, mais a comunicação interna deixa de ser só emissora de mensagens e vira ambiente de diálogo e curadoria. Ou seja, a área de comunicação interna deixa de ser a dona absoluta do microfone e passa a organizar conversas estratégicas, apoiar lideranças e selecionar conteúdos relevantes para circularem bem na empresa. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela descreve exatamente um modelo em que a comunicação acontece por redes sociais e ações via liderança, com a área de comunicação interna atuando como facilitadora de conversas estratégicas e curadora de conteúdos. Isso é bem característico da CI 4.0, que privilegia colaboração e participação dos colaboradores. As demais alternativas tentam empurrar a questão para modelos mais antigos, descendentes e controlados, com pouca ou nenhuma horizontalidade. Em resumo: CI 4.0 é menos “painel de avisos” e mais “rede de conversa organizada”.