Com as novas tecnologias digitais, os papéis do assessor de imprensa e as rotinas das assessorias passaram por transformações. Sobre elas, avalie as afirmativas a seguir. I. Mídias sociais são ambientes unicamente de conflitos e enfrentamentos, cabendo ao assessor, diante da aspereza do interlocutor, agir no mesmo tom, publicamente e com firmeza. II. O advento das novas plataformas digitais gerou uma reconfiguração da imprensa, aumentando a influência dos veículos jornalísticos tradicionais, que devem ter prioridade absoluta no atendimento da assessoria. III. Antes, o assessor se relacionava com o jornalista para alcançar a sociedade, agora, com as mídias digitais, também informa diretamente um público final mais amplo. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque a afirmativa I generaliza de forma absurda o papel das mídias sociais e indica uma postura inadequada para o assessor.
- B)II, apenas.
Errada, porque a afirmativa II contraria a lógica atual da comunicação digital, que ampliou, e não absolutizou, a centralidade da imprensa tradicional.
- C)III, apenas.
Certa, porque a afirmativa III descreve corretamente a passagem de uma comunicação mediada pela imprensa para uma atuação também direta com o público.
- D)I e III, apenas.
Errada, porque a I é falsa e apenas a III está correta.
- E)I, II e III.
Errada, porque I e II estão incorretas; só a III se sustenta diante das mudanças trazidas pelas tecnologias digitais.
Gabarito: C
As tecnologias digitais mudaram bastante a lógica da assessoria de comunicação. Hoje, o assessor não trabalha só para “filtrar” o caminho até a imprensa tradicional: ele também pode produzir conteúdo, distribuir informação em canais próprios e falar diretamente com públicos estratégicos nas redes e plataformas digitais. Isso não elimina o jornalismo, mas amplia o jogo. A afirmativa III está correta porque traduz exatamente essa mudança: antes, a assessoria dependia mais do jornalista como ponte para chegar à sociedade; agora, com sites, redes sociais, newsletters e outros canais, também consegue alcançar o público final de forma direta e mais rápida. Já a I erra feio ao tratar mídias sociais como espaço apenas de conflito e ao defender que o assessor responda no mesmo tom. Na prática, a comunicação institucional pede estratégia, equilíbrio e gestão de crise, não espelhamento de grosseria. O assessor pode ser firme, mas precisa manter técnica e reputação. A II também está errada porque as novas plataformas não aumentaram a prioridade absoluta da imprensa tradicional. O cenário ficou mais plural: veículos jornalísticos seguem relevantes, mas convivem com canais próprios, influenciadores, redes sociais e comunicação direta. Ou seja, houve reconfiguração da mediação, não reforço de monopólio da mídia tradicional.