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Comunicação Social · FGV · 2024

Questão comentada de Comunicação Social

Em 2018, a Starbucks passou por uma situação de crise de imagem, conforme relatado a seguir: Em abril de 2018, dois homens negros foram presos em uma cafeteria da Starbucks na Filadélfia, Estados Unidos. Eles aguardavam um amigo e pediram para usar o banheiro, o pedido foi recusado porque eles não estavam consumindo no local. O gerente pediu que eles deixassem o estabelecimento, e, quando estes se recusaram, chamou a polícia. Eles foram algemados e levados para a delegacia, onde ficaram detidos por oito horas. O caso de racismo teve grande repercussão internacional. (Jornal O Globo, 03/05/2018, adaptado) Nessa situação, os principais manuais de gerenciamento de crise de comunicação, indicariam

Gabarito: D

Em gestão de crise de imagem, a regra de ouro é simples: não fingir que nada aconteceu, porque crise ignorada vira crise em alta definição. A organização precisa reconhecer o problema, responder rápido, falar com clareza e mostrar quais providências serão tomadas. Isso vale ainda mais quando o tema envolve discriminação, porque o dano reputacional é imediato e atinge vários públicos ao mesmo tempo: clientes, imprensa, funcionários e sociedade. Na comunicação organizacional e nas Relações Públicas, a resposta deve ser transparente, consistente e proativa. O manual clássico de crise recomenda mapear os públicos afetados, emitir posicionamento oficial, demonstrar empatia, assumir responsabilidade quando houver falha e apresentar medidas concretas de reparação e prevenção. Em outras palavras: não é hora de esconder o jogo nem de empurrar a situação para debaixo do tapete. Por isso, a alternativa D está correta. Diante de um caso com grande repercussão internacional, a empresa deveria comunicar-se de forma aberta e ativa com todos os envolvidos, reduzindo ruído, controlando boatos e tentando conter a escalada da crise. A transparência ajuda a preservar confiança, que é um ativo central da imagem institucional. As demais opções contrariam o básico do gerenciamento de crise. Ignorar, restringir demais a comunicação, centralizar tudo em uma pessoa ou desviar o foco sem assumir a responsabilidade são estratégias que costumam piorar a percepção pública. Em crise, silêncio e improviso quase nunca são bons conselheiros.

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