Ao avaliar os tipos de entrevistas jornalísticas, professor Nilson Lage as reúne em dois grandes grupos: o primeiro norteado pelos objetivos das entrevistas e o segundo, por suas circunstâncias de realização. Pertencem à segunda classificação, as entrevistas listadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Dialogais.
Correta, porque a entrevista dialogal é classificada por suas circunstâncias de realização.
- B)Em profundidade.
Errada, porque a entrevista em profundidade é classificada pelo objetivo, e não pelas circunstâncias.
- C)Ocasionais.
Correta, porque a entrevista ocasional depende do contexto em que surge, sendo típica da classificação por circunstâncias.
- D)Coletivas.
Correta, porque a entrevista coletiva também se define pela forma de realização e pelo contexto da entrevista.
- E)Confrontos.
Correta, porque a entrevista de confronto é uma modalidade ligada às circunstâncias e ao modo como ocorre o embate entre as partes.
Gabarito: B
Nilson Lage costuma separar as entrevistas jornalísticas em dois blocos: aquelas classificadas pelos objetivos e aquelas classificadas pelas circunstâncias em que acontecem. Quando você olha para o contexto da realização, entram categorias como entrevista dialogal, ocasional, coletiva e de confronto, porque o foco está na forma como a conversa se desenrola e em que situação ela ocorre. Já a entrevista em profundidade não entra nesse segundo grupo. Ela é classificada pelo objetivo, porque busca explorar um tema, uma experiência ou um personagem com mais densidade, indo além do simples registro de falas rápidas ou de uma situação pontual. Em outras palavras: não importa tanto o cenário, mas a intenção de aprofundar a apuração. Por isso, o gabarito é a letra B. A banca quer que você perceba essa diferença clássica da doutrina de Nilson Lage, muito cobrada em Comunicação Social: circunstância da entrevista de um lado, finalidade da entrevista do outro. Se você separar esses dois eixos, a questão fica bem mais tranquila.