O Código de Ética dos Profissionais de Relações Públicas proíbe que o profissional de Relações Públicas
- A)atenda cliente que esteja sendo assistido por outro colega, mesmo que o colega assim o solicite.
Errada, porque o código não veda de forma absoluta o atendimento a cliente assistido por outro colega, devendo-se observar as regras éticas da situação concreta.
- B)desvie para atendimento particular próprio, com finalidade lucrativa, clientes que tenha atendido em virtude de sua função técnica em organizações diversas.
Certa, pois o Código de Ética proíbe desviar para atendimento particular próprio, com finalidade lucrativa, clientes atendidos em razão de função técnica em outras organizações.
- C)atenda cliente que foi assistido por outro colega, mesmo quando tiver certeza da interrupção do contrato.
Errada, porque a afirmação é genérica demais e a vedação ética não é formulada nesses termos absolutos.
- D)colabore com os cursos de formação de profissionais em Relações Públicas, notadamente no aconselhamento e orientação aos futuros profissionais.
Errada, porque colaborar com a formação de profissionais em Relações Públicas é conduta estimulada, não proibida.
- E)atenda clientes concorrentes sob quaisquer condições.
Errada, porque a proibição não existe nesses termos absolutos; a análise ética depende da situação concreta e não de uma regra de bloqueio total.
Gabarito: B
A questão cobra uma regra clássica de ética profissional em Relações Públicas: lealdade ao cliente e respeito à relação profissional já existente. O Código de Ética não permite que o profissional use a posição que ocupou em uma organização para puxar clientes para a própria carteira, especialmente com finalidade lucrativa. Em outras palavras: aquilo que você atendeu em nome de uma função técnica não pode virar, depois, atalho para ganho particular. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela descreve exatamente a conduta vedada: desviar para atendimento particular próprio, com fim lucrativo, clientes que foram atendidos por força da função exercida em outras organizações. A lógica ética aqui é evitar captação indevida, conflito de interesses e aproveitamento pessoal de uma relação construída profissionalmente. As demais alternativas trazem situações que o Código não proíbe dessa forma ou até indicam deveres positivos do profissional, como colaborar com a formação de novos profissionais. A FGV gosta muito de misturar um dever ético real com uma formulação exagerada ou absolutizada, então vale ficar atento a palavras como "quaisquer condições", "mesmo que", "sempre" e "nunca". Em resumo: a ética em Relações Públicas protege a confiança no trabalho e impede que o profissional transforme uma relação institucional em vantagem privada indevida. É o famoso "não leve o cliente na mala".