Ao preparar seu assessorado para conceder uma entrevista a um repórter de uma emissora TV aberta, o assessor de imprensa pode passar diversas orientações, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Optar por roupas coloridas e acessórios que prendam a atenção do espectador, fornecendo-lhe informações detalhadas em linguagem rebuscada e precisa, transmitindo confiabilidade e erudição.
Errada, porque recomenda justamente o contrário do que se orienta em TV: excesso de aparência e linguagem rebuscada atrapalham a clareza e desviam o foco da informação.
- B)Quando possível, com naturalidade e sem exageros, mencionar o nome do produto, empresa ou instituição que representa e evitar iniciar a resposta com expressões como “como dito anteriormente” ou “é obvio que”, desqualificando a pergunta.
Certa, porque orienta a citar a marca ou instituição com naturalidade, sem arrogância, e a não desqualificar a pergunta do repórter.
- C)Buscar saber o tempo disponível para a entrevista, a fim de organizar as ideias, de modo a apresentá-las de modo direto, em linguagem coloquial e sem afetação como se fosse uma conversa com o entrevistador.
Certa, porque conhecer o tempo da entrevista ajuda a organizar respostas diretas, com linguagem coloquial e mais naturalidade.
- D)Vestir-se com sobriedade, naturalidade e adequação para o ambiente e a função que exerce, pois as informações fornecidas devem chamar mais a atenção do que a aparência do assessorado.
Certa, porque a roupa deve ser sóbria e adequada, já que o destaque deve ficar na informação transmitida, não na aparência.
- E)Ser objetivo, usando preferencialmente frases curtas e simples, evitando termos técnicos e expressões estrangeiras ou pouco usuais que possam dificultar o entendimento do que está sendo dito.
Certa, porque a orientação é ser objetivo, com frases simples e poucas expressões técnicas ou estrangeiras, facilitando a compreensão do público.
Gabarito: A
Em entrevista para TV aberta, o assessor orienta o assessorado a pensar primeiro em uma coisa simples: a mensagem precisa ser clara, curta e compreensível para quem assiste. Na televisão, menos enfeite e mais objetividade costuma funcionar melhor, porque o tempo é curto e a imagem fala alto. Por isso, a orientação é sempre favorecer naturalidade, sobriedade e linguagem acessível. A ideia central é que o entrevistado pareça seguro sem tentar “performar” demais. Frases longas, termos técnicos, linguagem rebuscada e excesso de detalhes podem atrapalhar a compreensão e até passar a impressão de artificialidade. A orientação profissional em assessoria de imprensa costuma seguir esse caminho: falar de modo coloquial, direto e sem desqualificar perguntas, porque a entrevista não é duelo, é comunicação. É justamente por isso que o gabarito é a letra A. Ela manda fazer o oposto do que se recomenda em uma entrevista televisiva: roupas chamativas, acessórios que roubem a atenção e linguagem rebuscada para parecer erudito. Na prática, isso desvia o foco da informação para a aparência e para o excesso verbal, o que contraria o bom aconselhamento de mídia. Em manuais de media training e assessoria de comunicação, a regra é simples: a mensagem deve ser mais importante do que o figurino, e a clareza deve vencer a vaidade. Em televisão, o assessorado não precisa impressionar com ornamentação; precisa ser entendido com facilidade.