O professor Nilson Lage, ao apresentar as características do texto jornalístico, elenca alguns tipos de lead. Aquele que apresenta fatos sucessivos alinhados, de modo a conduzir ao clímax, como se fosse um pequeno conto de poucas linhas é o lead
- A)clássico.
Errada: o lead clássico apresenta o essencial da notícia de forma direta e objetiva, sem a progressão narrativa descrita no enunciado.
- B)flash.
Errada: o lead flash é curtíssimo e seco, típico de nota rápida, não de construção em sequência com clímax.
- C)resumo.
Errada: o lead-resumo concentra as informações principais logo no início, mas não desenvolve uma mini narrativa.
- D)ficcional.
Errada: o lead ficcional pode ter tom criativo, mas a definição do enunciado corresponde ao encadeamento narrativo dos fatos.
- E)narrativo.
Certa: o lead narrativo organiza fatos sucessivos em sequência, criando expectativa até o clímax, como um pequeno conto.
Gabarito: E
Nilson Lage trabalha com a ideia de que o lead pode variar conforme o efeito pretendido no texto jornalístico. No lead clássico, a entrada traz o essencial de forma direta; no flash, a informação vem quase telegráfica, em muito poucas linhas; e no resumo, você concentra os dados principais logo de início. Já o lead narrativo é outro caminho: ele organiza os fatos em sequência, criando ritmo e expectativa, como se o texto começasse com uma pequena história. É exatamente isso que a questão descreve ao falar em "fatos sucessivos alinhados, de modo a conduzir ao clímax". Esse formato dá ao texto um movimento de conto curto, com progressão até o ponto mais forte da notícia. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Em concursos, vale guardar a lógica: quando a banca descreve uma abertura em tom de história, com encadeamento temporal e efeito de suspense, pense em lead narrativo. Quando a ideia é apenas sintetizar e informar de cara, aí estamos em outros tipos de lead. É uma distinção bem cobrada em teoria do jornalismo e atribuída à classificação doutrinária de Nilson Lage.