A expressão Indústria Cultural foi criada, nos anos 1940, por Theodore Adorno e Max Horkheimer, estudiosos da Escola de Frankfurt. Na perspectiva dos autores, os produtos da Indústria Cultural
- A)estimulam a diversidade e a individualidade, pois são conteúdos únicos e originais para atender interesses específicos de cada comunidade.
Errada, porque a Indústria Cultural não estimula diversidade e individualidade, mas tende à padronização e à produção em massa.
- B)promovem a consciência crítica, coletiva e revolucionária, atuando como estímulo à resistência política e social.
Errada, porque a crítica frankfurtiana vê a cultura de massa como instrumento de conformismo, não como motor de consciência revolucionária.
- C)fazem parte de um fenômeno que resulta na homogeneização da cultura e estimulam a alienação e a passividade naqueles que os consomem.
Certa, porque expressa a tese de que a cultura industrializada homogeneíza conteúdos e pode gerar alienação e passividade.
- D)têm pouco ou nenhum impacto na sociedade como um todo, pois seus produtos atingem apenas consumidores de culturas de nicho.
Errada, porque a Indústria Cultural tem forte impacto social justamente por alcançar grandes públicos e moldar hábitos e percepções.
- E)valorizam a cultura de elite em detrimento da cultura popular, estimulando a experiência individual de peças originais de alto valor artístico.
Errada, porque a noção de Indústria Cultural critica a massificação e a lógica mercadológica, não a valorização da cultura de elite.
Gabarito: C
A expressão Indústria Cultural foi usada por Adorno e Horkheimer para criticar a produção cultural em massa típica do capitalismo avançado. A ideia central é que cultura passa a ser produzida como mercadoria, em série, com lógica parecida com a de uma fábrica: padronização, repetição e busca por consumo rápido. Nessa visão, o que parece diversão inocente também pode funcionar como mecanismo de controle social. Em vez de estimular reflexão profunda, muitos produtos culturais acabam reforçando conformismo, passividade e aceitação do mundo como ele está. É uma crítica dura, mas bem famosa da Escola de Frankfurt. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela resume exatamente essa tese: a Indústria Cultural gera homogeneização da cultura e favorece alienação e passividade nos consumidores. Ou seja, não é uma cultura que liberta, mas uma cultura que tende a padronizar e anestesiar o senso crítico. Em prova, sempre desconfie quando a alternativa falar em diversidade, emancipação ou revolução como efeito da Indústria Cultural. Para Adorno e Horkheimer, o efeito vai na direção oposta: menos autonomia, mais repetição. É a cultura virando produto de prateleira, com aparência de novidade e gosto de sempre.