Ao propor o modelo de Comunicação Integrada, a professora Margarida Kunsch destaca a comunicação interna, que é marcada por
- A)ser planejada pelo CEO da companhia, sem levar em conta a comunicação administrativa e a externa, pois serve de base para a construção dos demais elementos do modelo.
Errada, porque a comunicação interna não é definida como algo planejado apenas pelo CEO nem descolado das demais áreas da comunicação.
- B)focar-se na divulgação publicitária dos produtos e serviços da empresa, subordinando-se ao marketing de negócios.
Errada, pois isso descreve comunicação mercadológica/publicitária, não comunicação interna.
- C)produzir house organs, que destaquem apenas os pontos positivos da empresa e negativos da concorrência para fidelizar o público interno.
Errada, porque house organs não existem para atacar concorrentes, mas para informar e integrar públicos internos.
- D)ser uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos empregados e da empresa através do estímulo ao diálogo e à participação nos diversos níveis empresariais.
Certa, pois a comunicação interna busca alinhar interesses, estimular diálogo e participação entre empresa e empregados.
- E)ser produzida e disseminada de modo descentralizado pelos diversos setores da empresa como forma de reivindicação de melhores condições de trabalho.
Errada, porque a comunicação interna não é uma ação descentralizada de reivindicação trabalhista, mas uma prática estratégica de integração organizacional.
Gabarito: D
Na visão de Margarida Kunsch, a Comunicação Integrada junta as diferentes frentes da comunicação organizacional para funcionar como um sistema coerente, e a comunicação interna é uma peça central nisso. Ela não existe só para “informar” empregado, mas para criar entendimento, alinhamento e participação dentro da empresa. Em outras palavras, não é megafone de chefia nem mural de recados: é instrumento de relacionamento. A comunicação interna, nesse modelo, serve para aproximar interesses da organização e dos colaboradores, estimulando o diálogo nos vários níveis hierárquicos. Por isso, ela deve ajudar na construção de um ambiente de confiança, circulação de informações e engajamento. Kunsch defende justamente essa dimensão estratégica, e não uma atuação isolada ou meramente operacional. O gabarito é a letra D porque traduz exatamente essa ideia: a comunicação interna como ferramenta estratégica de compatibilização dos interesses dos empregados e da empresa, com estímulo à participação. Isso é bem típico da doutrina de comunicação organizacional integrada de Kunsch, que articula comunicação institucional, mercadológica, administrativa e interna de forma coordenada. As demais alternativas escorregam em reduções ou exageros: falam em propaganda, centralização extrema, house organs panfletários ou até reivindicação descentralizada. Nada disso resume a comunicação interna no sentido defendido pela autora.