Segundo Cecato, durante muito tempo a área de comunicação foi vista apenas como um custo a mais para as empresas, cenário hoje modificado devido a diversos fatores, à exceção de um. Assinale-o.
- A)Apresentação de relatórios focados unicamente na demonstração de excelente exposição e centimetragem na mídia corporativa.
Errada, porque reduz a comunicação a exposição na mídia e centimetragem, uma visão antiga e insuficiente para medir resultados reais.
- B)Desenvolvimento dos sistemas de mensuração de resultados das ações de comunicação.
Certa como fator de mudança, pois a mensuração de resultados ajudou a provar o valor da comunicação.
- C)Profissionalização da comunicação e globalização dos negócios.
Certa como fator de mudança, já que a profissionalização da área e a globalização aumentaram sua relevância estratégica.
- D)A clara demonstração de como o trabalho de comunicação impacta os planos de desenvolvimento e de sustentabilidade da empresa.
Certa como fator de mudança, porque evidencia a ligação da comunicação com desenvolvimento e sustentabilidade da empresa.
- E)Desenvolvimento de métodos cada vez mais científicos e aceitos no mercado para mensuração e clara apresentação de resultado das ações de comunicação.
Certa como fator de mudança, pois métodos mais científicos de avaliação reforçam a comprovação de resultados das ações de comunicação.
Gabarito: A
Durante muito tempo, muita gente enxergou comunicação organizacional como gasto de apoio, quase um "adereço" do orçamento. Só que esse olhar mudou quando a área passou a provar seu valor com planejamento, indicadores e ligação direta com a estratégia do negócio. Em outras palavras: comunicação deixou de ser só vitrine e passou a ser ferramenta de gestão. É justamente aí que entra a lógica defendida por Cecato: a mudança ocorreu por fatores como profissionalização da comunicação, globalização dos negócios, desenvolvimento de métodos de mensuração e a necessidade de demonstrar resultados concretos para a empresa. Quando a comunicação mostra impacto em reputação, relacionamento, sustentabilidade e apoio aos objetivos organizacionais, ela ganha espaço na tomada de decisão. A alternativa A é a exceção porque fala em relatórios focados unicamente em exposição e centimetragem na mídia corporativa. Isso é uma visão antiga e limitada, centrada só em quantidade de notícia, sem medir qualidade, efeito estratégico ou resultado real. Hoje, a comunicação não se resume a contar recortes de jornal como quem conta figurinhas. Então, a pegadinha da questão é essa: várias opções trazem justamente os fatores que ajudaram a valorizar a área, mas uma delas descreve uma prática ultrapassada, superficial e incompatível com a comunicação organizacional contemporânea.