O Manual de Redação da Folha de São Paulo, atualizado em 2021, reforça algumas orientações clássicas e para a redação dos títulos noticiosos, que devem
- A)usar estratégias de caça-cliques, tais como omissões que possam iludir o leitor desavisado.
Errada: título jornalístico não deve usar omissões que confundam ou iludam o leitor, porque isso se aproxima de caça-cliques e fere a clareza.
- B)dar preferência a construções frasais em voz passiva e usar pontos de exclamação para impactar o leitor;
Errada: a preferência não é pela voz passiva nem por exclamações, já que isso tende a enfraquecer a objetividade e o tom informativo do título.
- C)começar com artigos definidos e inseri-los sempre que possível ao longo da frase.
Errada: artigos definidos não devem ser inseridos automaticamente, porque o foco é a concisão e a naturalidade da frase, não um padrão fixo desse tipo.
- D)redigir a frase em ordem indireta e usar tempos verbais no pretérito perfeito.
Errada: o título não precisa ser em ordem indireta nem preso ao pretérito perfeito; em geral, busca-se estrutura direta e tempo verbal que favoreça a atualidade da notícia.
- E)evitar o uso de siglas pouco conhecidas e/ou mais de uma sigla no mesmo título.
Certa: o manual orienta evitar siglas pouco conhecidas e o uso de mais de uma sigla no mesmo título para manter clareza e leitura imediata.
Gabarito: E
Títulos noticiosos precisam ser claros, diretos e informativos. No jornalismo, especialmente em manuais de redação, a ideia é facilitar a leitura rápida sem fazer o leitor tropeçar em ambiguidade, excesso de enfeite ou economia excessiva que vire enrolação. O título é a porta de entrada da notícia: se ele confunde, já começa mal. O Manual de Redação da Folha de S.Paulo, na atualização de 2021, reforça uma orientação bem clássica: evitar siglas pouco conhecidas e também o excesso delas no mesmo título. Isso acontece porque siglas não familiares quebram a compreensão imediata, justamente o contrário do que se espera de um título jornalístico. Se o leitor precisa parar para decifrar, o título perdeu eficiência. Por isso, o gabarito é a letra E. A regra não é usar siglas a qualquer custo, mas só quando elas forem amplamente conhecidas ou quando o contexto permitir entendimento fácil. Se a sigla é obscura, o manual prefere o nome por extenso, e se houver muitas siglas no mesmo título, a leitura fica pesada e pouco jornalística. Em resumo: título bom não faz charada nem joga adivinhação para o leitor. Ele informa rápido, com precisão e sem depender de repertório especializado demais.