A história do jornalismo na web costuma ser dividida em cinco gerações. Assinale a opção que apresenta uma característica da quarta geração.
- A)Os veículos noticiosos começaram a publicar atualizações e a utilizar hiperlinks nas matérias.
Errada, porque atualizar conteúdo e usar hiperlinks é característica de fases iniciais do jornalismo online, não da quarta geração.
- B)O aparecimento de novas narrativas baseadas no uso contumaz de recursos de interatividade, multimidialidade e personalização.
Errada, porque interatividade, multimidialidade e personalização são marcas de evolução mais ampla do jornalismo digital, mas não definem a quarta geração como base-dados.
- C)A massificação dos dispositivos móveis faz com que o jornalismo móvel explore as características desses dispositivos gerando narrativas e gêneros híbridos.
Errada, porque jornalismo móvel ligado à massificação dos dispositivos faz parte da etapa mais recente, associada à quinta geração.
- D)Os conteúdos passam a estar organizados em bases-dedados, situação que altera as formas de armazenamento e recuperação de informação.
Certa, porque a quarta geração é a do jornalismo estruturado em bases de dados, com impacto no armazenamento e na recuperação da informação.
- E)A mera transferência dos conteúdos do papel para a Web, sem alterações, tendo como objetivo marcar presença no meio digital.
Errada, porque a simples transposição do impresso para a web sem adaptação é típica da fase mais primitiva do jornalismo online.
Gabarito: D
A evolução do jornalismo na web costuma ser apresentada em cinco gerações, como se o conteúdo digital tivesse ido trocando de roupa ao longo do tempo. Na primeira fase, a lógica era praticamente a do jornal impresso jogado na internet: pouco ou nenhum aproveitamento das possibilidades do meio. Depois, vieram recursos mais básicos de atualização, links e alguma interação com o leitor. A terceira fase aprofunda a linguagem web com mais integração e participação, mas ainda sem transformar profundamente a organização do conteúdo. A quarta geração é a chamada fase do jornalismo em banco de dados. Aqui, a informação deixa de estar apenas em páginas soltas e passa a ser estruturada em bases de dados, o que muda a forma de armazenar, classificar, pesquisar e recuperar o conteúdo. É exatamente essa a ideia da alternativa D: o foco deixa de ser só publicar e passa a organizar o material de modo inteligente, permitindo buscas e cruzamentos mais eficientes. Já a quinta geração se relaciona com a mobilidade e com o uso intenso de dispositivos móveis, abrindo espaço para narrativas híbridas, apps e consumo em múltiplas telas. Em outras palavras: quando a questão fala em base de dados e nova lógica de armazenamento e recuperação da informação, está apontando para a quarta geração, sem mistério e sem truque de banca, pelo menos não desta vez. Como referência doutrinária, essa divisão é associada a autores como João Canavilhas e Marcos Palacios, muito usados em provas de comunicação e jornalismo digital.