A Comunicação Governamental, a Comunicação Política e a Comunicação Pública possuem características distintas. A partir dessa constatação, várias atitudes são esperadas de quem atua em Comunicação Pública, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Priorizar interesses político partidários dos governantes em exercício para continuidade dos projetos assistenciais.
Errada, porque Comunicação Pública não deve priorizar interesses político-partidários, e sim o interesse público.
- B)Adaptar os instrumentos de comunicação às necessidades, possibilidades e interesses dos públicos.
Certa, porque a comunicação pública precisa ser ajustada aos públicos, com linguagem e canais adequados.
- C)Ter compromisso em privilegiar o interesse público em relação ao interesse individual ou corporativo.
Certa, porque o compromisso principal é com o interesse público, acima de interesses individuais ou corporativos.
- D)Tratar a comunicação como um processo mais amplo do que simplesmente informação.
Certa, porque comunicação pública não é só informar: ela envolve diálogo, compreensão e relação com a sociedade.
- E)Centralizar o processo de comunicação no cidadão.
Certa, porque o cidadão deve estar no centro do processo comunicacional, como destinatário e sujeito da comunicação.
Gabarito: A
A questão cobra a diferença entre Comunicação Governamental, Comunicação Política e Comunicação Pública. Em prova, o ponto central é este: Comunicação Pública não existe para fazer propaganda do governante, nem para “vender” o governo do momento. Ela deve servir ao interesse coletivo, com foco no cidadão, na transparência, no diálogo e no acesso à informação. Por isso, quando a banca fala em atitudes esperadas de quem atua em Comunicação Pública, ela está pensando em ações como adaptar a linguagem aos públicos, usar canais adequados, ampliar a compreensão e colocar o cidadão no centro do processo. A comunicação aqui é vista de forma mais ampla do que mera transmissão de recados, porque envolve participação, escuta e construção de sentido. A alternativa A está errada justamente porque troca a lógica da Comunicação Pública pela lógica político-partidária. Priorizar interesses dos governantes em exercício é característica de comunicação política ou governamental mal conduzida, não de comunicação pública. Em termos doutrinários, a Comunicação Pública se orienta pelo interesse público e pelos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade, muito ligados ao art. 37 da Constituição. Então, se aparecer uma opção falando em favorecimento de governo, partido, mandato ou projeto eleitoral, desconfie na hora. Em Comunicação Pública, o centro da história é o cidadão, não o holofote do gestor.