Apesar de o telejornalismo ser marcado pelo uso das imagens, em algumas circunstâncias, quando há uma notícia importante de última hora, ou quando não foi possível captar imagens é necessário que o apresentador do telejornal dê toda a informação relevante sem a cobertura de imagens. Esse recurso é conhecido como
- A)Nota coberta.
Errada, porque nota coberta é a informação acompanhada por imagens de apoio, e aqui o enunciado diz justamente que não houve cobertura visual.
- B)Nota pé.
Errada, porque nota pé não é a denominação do recurso descrito no enunciado e não se refere à ausência total de imagens.
- C)Off.
Errada, porque off é a narração em que a voz do repórter entra sobre imagens, então pressupõe cobertura visual.
- D)Cabeça.
Errada, porque cabeça é a abertura/apresentação feita pelo apresentador, mas não nomeia a notícia lida sem imagens.
- E)Nota Pelada.
Certa, porque nota pelada é a nota apresentada sem qualquer cobertura de imagens, exatamente como descreve o enunciado.
Gabarito: E
No telejornalismo, a imagem costuma mandar no ritmo da notícia, mas nem sempre ela existe ou chega a tempo. Quando acontece um fato urgente e o apresentador precisa informar tudo sem apoio visual, o que se usa é a chamada "nota pelada": o texto entra direto, seco, sem imagens de cobertura. É o famoso caso em que o telejornal fica só na palavra e na credibilidade do apresentador, sem firula visual. Esse recurso aparece muito em plantões, ocorrências de última hora ou situações em que ainda não houve tempo de produção de imagens. A lógica é simples: primeiro vem a informação; a imagem pode vir depois. Na prática, a nota pelada é uma pequena notícia lida no ar, integralmente, porque não há material de apoio disponível. Por isso o gabarito é a letra E. Em linguagem de redação televisiva, "nota" é uma informação curta e objetiva, e "pelada" indica justamente a ausência de cobertura imagética. As demais alternativas misturam outros formatos do telejornal, como chamada, passagem ou nota com imagem de apoio. Não há um fundamento legal específico para isso, porque estamos falando de técnica de linguagem jornalística e rotina de redação, tema típico de doutrina de telejornalismo. O conceito é consolidado na prática profissional: sem imagem, a nota vai "pelada" mesmo, sem enfeite.