Acerca das características do jornalismo televisivo, analise as afirmativas a seguir. I. Em telejornalismo, texto e imagem compõem um sentido conjunto e, portanto, precisam estar em harmonia, não sendo correto dizer algo que as imagens não corroboram. II. As imagens telejornalísticas vêm, em geral, de três fontes: captação pelo cinegrafista da equipe, cessão ou compra de imagens feitas por outros veículos ou agências ou recebimento de espectadores. III. O storytelling do jornalismo televisivo tem como ponto de partida e foco do processo narrativo o texto: são as palavras que determinam a viabilidade de uma reportagem de TV. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
A alternativa sustenta que apenas a afirmativa I está correta. De fato, em telejornalismo, texto e imagem devem se complementar e não se contradizer, porque a narrativa televisiva é audiovisual e precisa manter coerência entre o que se fala e o que se mostra. O problema é que a afirmativa II também está correta, então não é possível limitar o acerto somente à I.
- B)II, apenas.
Aqui se afirma que somente a afirmativa II está correta. Ela realmente descreve fontes usuais de imagens no telejornalismo: captação da própria equipe, uso de material de agências ou outros veículos e envio de espectadores, o que corresponde à prática jornalística. Contudo, a afirmativa I também é verdadeira, porque texto e imagem devem formar um sentido conjunto, o que impede marcar apenas a II.
- C)III, apenas.
Esta opção diz que apenas a afirmativa III estaria certa. O conteúdo da III, porém, está invertido: no jornalismo televisivo, a imagem é central e orienta a construção da reportagem, enquanto o texto deve acompanhar e explicar o material visual, e não decidir sozinho a viabilidade da pauta. Por isso, a alternativa erra ao tratar como verdadeiro um enunciado que contraria a lógica audiovisual da TV.
- D)I e II, apenas.
A alternativa reúne exatamente as afirmativas I e II, que estão corretas. A I traduz a regra básica do telejornalismo de harmonia entre texto e imagem, sem contradição entre o que o locutor diz e o que o telespectador vê, e a II aponta fontes típicas de imagens usadas nas redações. Como a III é falsa, porque o storytelling televisivo não tem o texto como ponto de partida absoluto, esta é a combinação correta.
- E)I, II e III.
Esta opção inclui as três afirmativas, mas a III não se sustenta. No telejornalismo, a narrativa não é guiada prioritariamente pelas palavras: a imagem tem papel estruturante e muitas vezes condiciona a apuração, a edição e a redação do texto. Assim, embora I e II estejam adequadas, a presença da III invalida a alternativa.
Gabarito: D
No telejornalismo, imagem e texto não caminham separados, como dois colegas que se evitam no corredor. A lógica é de complementaridade: a fala do jornalista deve dialogar com o que o público está vendo, porque a imagem também informa e pode até dispensar explicações óbvias. Se o texto afirmar algo que a imagem desmente, o resultado é ruído e perda de credibilidade. A afirmativa I está correta porque, na TV, a combinação entre palavra e imagem precisa fazer sentido junto. Isso é um princípio clássico do jornalismo televisivo: a imagem não é enfeite, ela é parte da narrativa e deve corroborar o que está sendo dito. Em telejornalismo, portanto, a apuração e a edição precisam evitar contradições entre o que se narra e o que se mostra. A afirmativa II também está correta. As imagens usadas em reportagens de TV normalmente vêm de três fontes principais: captação própria da equipe, cessão ou compra de imagens de agências ou outros veículos, e envio de imagens por espectadores, prática hoje muito comum em coberturas de flagrantes e acontecimentos em tempo real. Já a afirmativa III está errada porque inverte a lógica do storytelling televisivo. Na TV, o ponto de partida não é o texto isolado, mas a imagem e a possibilidade de contar a história visualmente; as palavras entram para organizar, contextualizar e completar o que foi mostrado. Por isso, o gabarito é D: apenas I e II estão corretas.