A pergunta que melhor representa a técnica jornalística do “sublead” é:
- A)o que?
Errada: "o que?" é pergunta típica do lead, não a ideia central do sublead.
- B)como?
Errada: "como?" também integra a estrutura do lead, pois busca o modo como o fato ocorreu.
- C)onde?
Errada: "onde?" é elemento básico de informação do lead, e não a função do sublead.
- D)quando?
Errada: "quando?" pertence às perguntas clássicas do lead, não ao aprofundamento do sublead.
- E)e daí?
Certa: o sublead serve para retomar o fato principal e mostrar sua relevância, funcionando como um "e daí?" jornalístico.
Gabarito: E
No jornalismo, o lead responde ao essencial da notícia: quem, o que, quando, onde, como e por que. Já o sublead vem logo depois e funciona como uma continuação que amplia, detalha ou explica a importância do fato. Ele ajuda o leitor a entender por que aquela informação merece atenção, sem repetir o que já foi dito no lead. A expressão "e daí?" resume bem a função do sublead. Depois de apresentar o fato principal, o texto precisa mostrar sua repercussão, contexto ou consequência. É como se o texto dissesse: "ok, isso aconteceu, mas qual é a relevância?". Essa é a lógica mais cobrada em prova: o sublead não pergunta apenas o fato isolado, mas a sua significação jornalística. Por isso, o gabarito é a letra E. As demais alternativas até lembram perguntas clássicas do lead, mas não traduzem a ideia de continuidade e aprofundamento típica do sublead. Em outras palavras, o lead abre a matéria; o sublead puxa o leitor para dentro dela, dando a resposta que falta para a notícia fazer sentido completo. Em provas de Comunicação Social, a FGV costuma explorar esses detalhes de técnica redacional com linguagem direta e conceitual. Então, quando aparecer sublead, pense menos em "qual dado básico?" e mais em "qual a consequência, relevância ou desdobramento desse dado?".