Para Jorge Duarte, em gestão de mídias sociais na assessoria de imprensa, “monitoramento é o novo clipping”; por esse motivo, o monitoramento deve
- A)detectar e desconsiderar perfis não autorizados, pois o que eles publicam pode ser falso e não tem alcance suficiente para gerar ruído prejudicial ao cliente.
Errada, porque perfis não autorizados também podem gerar repercussão real e precisam ser acompanhados, já que o alcance e o impacto não dependem apenas da autorização da fonte.
- B)ser amplo, instantâneo e em tempo integral, levando em conta, além das postagens sobre a organização, os atores sociais de interesse e temas em que ela atua.
Certa, pois o monitoramento em assessoria deve ser amplo, contínuo e rápido, incluindo postagens sobre a organização, atores sociais de interesse e temas relacionados à sua atuação.
- C)priorizar o monitoramento fornecido pelas redes sociais e aplicativos gratuitos, devido à falta de empresas especializadas nesse serviço.
Errada, porque o monitoramento não deve se limitar a ferramentas gratuitas ou aos próprios recursos das redes sociais; o ideal é usar soluções adequadas ao objetivo e à profundidade da análise.
- D)filtrar os resultados de contas corporativas, excluindo os perfis, inclusive os de figuras públicas, pois neles a informação é pessoal e, portanto, irrelevante.
Errada, pois excluir perfis pessoais e figuras públicas empobrece o acompanhamento, já que muitos atores influentes comunicam e moldam reputações fora dos canais corporativos.
- E)focar-se na mídia de referência, ignorando blogueiros e youtubers, devido a sua baixa capacidade de mobilização de públicos de interesse.
Errada, porque blogueiros e youtubers podem ter forte capacidade de mobilização e influência sobre públicos de interesse, não sendo correto ignorá-los no monitoramento.
Gabarito: B
Na assessoria de imprensa, monitorar mídias sociais não é só “olhar o que saiu sobre a marca”. A lógica é mais ampla: acompanhar o que falam sobre a organização, sobre seus temas de atuação, sobre os atores sociais que gravitam ao redor dela e, claro, perceber rapidamente sinais de crise, ruído ou oportunidade. Por isso Jorge Duarte resume bem ao dizer que “monitoramento é o novo clipping”: a ideia deixou de ser apenas recortar menções e passou a ser acompanhar o ambiente digital de forma contínua e estratégica. O clipping tradicional juntava notícias publicadas na mídia. Já o monitoramento em redes sociais precisa enxergar muito mais: comentários, compartilhamentos, hashtags, perfis relevantes, influenciadores, comunidades e até conversas que ainda não citam a organização diretamente, mas tratam de assuntos ligados a ela. É um trabalho mais vivo, mais dinâmico e, como a internet adora, muito menos comportado. Por isso, o monitoramento deve ser amplo, instantâneo e em tempo integral. Não basta ver só o que está no perfil institucional ou só as postagens sobre a marca. Em assessoria, o valor está justamente em captar contexto, tendência e repercussão, para orientar resposta, prevenção de crise e relacionamento com públicos de interesse. A alternativa B está correta porque traduz exatamente essa visão moderna do monitoramento: amplitude, rapidez e atenção ao ecossistema em torno da organização. As demais alternativas tentam reduzir o monitoramento, como se ele fosse uma filtragem estreita e burocrática, quando na prática ele precisa ser justamente o contrário.