Para a comunicação interna em uma organização pública, um documento separado, enviado individualmente por meio impresso ou digital para todos os envolvidos, tendo como conteúdo um texto pessoal, assinado pelo responsável máximo da instituição, deve ser utilizado:
- A)regularmente, para reforçar a imagem desse dirigente junto ao público interno;
Errada: usar regularmente transformaria esse recurso em autopromoção do dirigente, o que enfraquece seu valor comunicacional.
- B)regularmente, para ampliar a ideia de comunicação direta com o público;
Errada: ampliar a ideia de comunicação direta não justifica o uso frequente desse tipo de documento, que deve ser reservado a ocasiões especiais.
- C)regularmente, porque se trata de uma exigência para maior transparência de informações;
Errada: transparência é um princípio da administração pública, mas isso não exige, por si só, esse formato de mensagem pessoal assinada.
- D)esporadicamente, porque a palavra do dirigente máximo é secundária na instituição;
Errada: a fala do dirigente máximo não é secundária, mas também não deve ser usada de forma constante e banalizada.
- E)esporadicamente, em situações especiais que mereçam maior atenção por parte do público.
Certa: esse tipo de documento deve ser usado esporadicamente, em situações especiais que mereçam maior atenção do público interno.
Gabarito: E
Na comunicação interna, nem todo texto assinado pelo dirigente máximo deve virar rotina. Em organizações públicas, a mensagem pessoal da autoridade tem peso simbólico, mas justamente por isso ela precisa ser usada com parcimônia, para não banalizar a sua força. Se tudo vira “mensagem do chefe”, nada mais chama atenção de verdade. Esse tipo de documento separado, individualizado e dirigido a todos os envolvidos costuma ser reservado para situações especiais: mudanças relevantes, crises, conquistas institucionais importantes, campanhas internas ou temas que exijam mobilização e atenção reforçada. A ideia é dar destaque ao conteúdo e aproximar a liderança do público interno quando o contexto realmente pede isso. Por isso, o gabarito é a letra E. O uso esporádico é o mais adequado porque o texto pessoal do responsável máximo funciona como instrumento de valorização da mensagem, e não como peça de circulação automática. Em comunicação organizacional e assessoria de comunicação, o excesso de intervenções desse tipo pode até desgastar a credibilidade do dirigente. Em linguagem de concurso: quando a banca fala em documento separado, individual, impresso ou digital, com texto pessoal assinado pelo topo da instituição, pense em comunicação de exceção, não de rotina. É a hora de chamar atenção sem fazer disso uma novela diária.