Um órgão público enfrenta problemas de imagem e gestão da reputação, em um momento de grandes restrições orçamentárias. A realização de pesquisas de opinião, nesse momento, pela assessoria de comunicação do órgão deve ser:
- A)direcionada ao público interno, que representa um universo menor, projetando os resultados para toda a população por meio de estatísticas;
Errada, porque o público interno não representa a visão da população e não permite projetar resultados com segurança para o conjunto dos cidadãos.
- B)restrita, porque é aceitável planejar sem as informações de pesquisas por não haver concorrentes como ocorre no setor privado;
Errada, porque planejar sem pesquisa enfraquece a gestão da reputação e a ausência de concorrência não elimina a necessidade de conhecer a percepção do público.
- C)realizada de forma online, porque apresenta um ótimo custo-benefício em relação aos formatos tradicionais de pesquisa, como entrevistas pessoais;
Certa, porque a pesquisa online tende a ter melhor custo-benefício, sendo uma alternativa viável quando há restrição orçamentária.
- D)concentrada em discussões em grupo (focus group), porque permite entrevistar um número grande de pessoas com custos baixos;
Errada, porque focus group serve para aprofundar opiniões em grupos pequenos, e não para alcançar grande número de pessoas com baixo custo.
- E)mantida normalmente, porque conhecer os anseios da população é uma atividade permanente, que não pode ser limitada por questões financeiras.
Errada, porque conhecer a opinião da população é uma atividade permanente na comunicação pública e não deve ser descartada por limitação financeira.
Gabarito: C
Em comunicação pública, pesquisa de opinião não é luxo para momento de sobra de caixa. Ela é uma ferramenta de gestão: ajuda a entender percepção, identificar ruídos na imagem institucional e orientar decisões com menos chute e mais dado. Quando o órgão está com problema de reputação, isso fica ainda mais importante, porque atuar “no escuro” costuma sair mais caro depois. A lógica da questão é bem prática: com restrição orçamentária, a assessoria precisa buscar formatos mais econômicos sem abrir mão da coleta de informação. Por isso, a pesquisa online aparece como a solução mais adequada, pois costuma reduzir custo de campo, acelerar a tabulação e permitir bom alcance, especialmente quando comparada a entrevistas presenciais tradicionais. As demais alternativas tentam empurrar atalhos enganadores. Pesquisa com público interno não substitui a percepção da sociedade como um todo. Focus group é útil para aprofundar percepções, mas não serve para entrevistar muita gente com baixo custo, porque trabalha com grupos pequenos. E não faz sentido abandonar pesquisa por falta de concorrência: no setor público, a opinião do cidadão continua sendo central para a imagem, a legitimidade e a efetividade da comunicação. Em termos de gestão pública e comunicação organizacional, a pesquisa deve ser contínua e orientar a tomada de decisão. Ou seja: mesmo com aperto financeiro, o órgão não deve parar de medir, apenas escolher o método mais viável. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa C.