O uso de dispositivos móveis deixou de ser novidade na rotina de produção jornalística e o MOJO, como é conhecido o jornalismo móvel, segue evoluindo. Sobre o MOJO, é correto afirmar que
- A)é característico do jornalismo independente, não podendo ser adaptado às grandes corporações de mídia.
Errada, porque o MOJO pode ser adotado tanto por iniciativas independentes quanto por grandes grupos de mídia.
- B)o MOJO Kit é composto por equipamentos pesados e de uso exclusivamente profissional, o que encarece a atividade.
Errada, pois o MOJO Kit costuma reunir equipamentos leves e acessíveis, justamente para facilitar a mobilidade.
- C)demanda uma equipe com mais profissionais multidisciplinares para realização de reportagens externas.
Errada, porque o jornalismo móvel tende a reduzir a necessidade de uma equipe grande, já que concentra várias etapas em menos recursos.
- D)é exclusivo de reportagens para veículos online, não sendo aplicável para produções televisivas e jornalismo impresso.
Errada, pois o MOJO pode ser usado em produções para TV, rádio, internet e impresso, não apenas para veículos online.
- E)a produção, edição e distribuição da informação podem ser realizadas pelo mesmo aparelho e no local da reportagem.
Certa, porque o mesmo dispositivo móvel pode ser usado para captar, editar e distribuir a informação no próprio local da cobertura.
Gabarito: E
O MOJO, sigla para mobile journalism, é o jornalismo feito com apoio de dispositivos móveis, como celular e tablet, aproveitando a portabilidade, a conexão rápida e a integração de ferramentas de captação, edição e envio. A grande ideia é simples: sair com menos peso, mais agilidade e conseguir produzir quase tudo no próprio local da pauta. Isso mudou bastante a rotina das redações, especialmente em coberturas ao vivo e em situações em que a velocidade faz toda a diferença. Na prática, o MOJO permite gravar vídeo, tirar foto, fazer entrevista, editar áudio e vídeo, escrever texto e publicar quase imediatamente, muitas vezes usando o mesmo aparelho. Por isso, ele não fica preso a um tipo de veículo nem a um formato único: serve para jornal online, rádio, TV e até impresso, desde que a equipe adapte a linguagem e a distribuição. Em vez de depender de uma estrutura pesada, o foco está em mobilidade e integração tecnológica. O gabarito está correto porque resume exatamente essa lógica: a produção, a edição e a distribuição da informação podem ser realizadas pelo mesmo aparelho e no local da reportagem. Essa é uma das marcas centrais do MOJO, que reduz etapas e acelera o fluxo jornalístico. Não é uma invenção exclusiva da internet, nem exige necessariamente uma equipe maior, pesada ou superespecializada para cada pauta. Em linguagem de prova, pense assim: MOJO é menos tralha, mais agilidade. A tecnologia cabe no bolso, mas o trabalho continua exigindo apuração, técnica e responsabilidade editorial. A ferramenta muda, mas o rigor jornalístico continua sendo obrigatório.