Para a comunicação institucional, o conceito que mais se aproxima de “stakeholder” é:
- A)target;
Errada, porque target é público-alvo de ações mercadológicas, mais restrito do que stakeholder.
- B)público;
Certa, porque stakeholder corresponde ao conjunto de públicos de interesse da organização, isto é, seus públicos.
- C)gatekeeper;
Errada, porque gatekeeper é o agente que seleciona ou filtra informações, não um público de interesse.
- D)shareholder;
Errada, porque shareholder é o acionista, um tipo específico de parte interessada, e não o conceito geral.
- E)intermediário.
Errada, porque intermediário é quem faz a mediação entre partes, não o equivalente conceitual de stakeholder.
Gabarito: B
Na comunicação institucional, a palavra-chave é relacionamento. A organização não fala apenas com “quem compra”, mas com todos os grupos que podem afetar ou ser afetados por ela: funcionários, clientes, fornecedores, comunidade, governo, imprensa e por aí vai. É aí que entra o conceito de stakeholder, bem conhecido na administração e muito usado na comunicação organizacional. Em termos práticos, stakeholder é o “público de interesse”, ou seja, o conjunto de públicos com algum vínculo, interesse ou impacto na atuação da organização. Por isso, na lógica da comunicação institucional, ele se aproxima de “público”. É o termo mais abrangente e mais alinhado ao pensamento estratégico de comunicação, que trabalha com públicos internos, externos e mistos. A alternativa B está correta justamente porque “público” traduz melhor a ideia de grupos com os quais a instituição precisa dialogar e construir imagem, reputação e legitimidade. Não se trata só de consumidor ou comprador, mas de qualquer grupo relevante para a relação institucional. Isso é bem típico da bibliografia de comunicação organizacional e de relações públicas. As demais alternativas fogem do sentido. Algumas parecem “palavras da moda”, mas não são equivalentes: target é público-alvo de mercado, shareholder é acionista, gatekeeper é quem filtra informação, e intermediário é apenas um agente de passagem. Aqui, a banca quer ver se você sabe que stakeholder, no ambiente institucional, tem cara de público interessado, não de um papel específico da cadeia de comunicação.