A comunicação interna pode ter, entre outras, as seguintes características e funções dentro de uma organização, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Primar pelo equilíbrio entre os assuntos de interesse dos empregados e os que a empresa pretende e precisa divulgar.
Certa, porque a comunicação interna deve equilibrar os interesses dos empregados com as necessidades informativas da empresa.
- B)Promover o conhecimento em todos os níveis, adaptando a mensagem sempre que necessário.
Certa, pois uma boa comunicação interna promove conhecimento em todos os níveis e adapta a mensagem conforme o público.
- C)Instaurar de maneira clara a confiança em relação à identidade da empresa.
Certa, porque a comunicação interna também fortalece a confiança e a identidade institucional.
- D)Controlar os fluxos ascendentes de comunicação, priorizando a emissão de notas oficiais e impedindo a “rádio-corredor”.
Errada, pois comunicação interna não deve bloquear a comunicação ascendente nem se limitar a notas oficiais; ela precisa estimular diálogo e feedback.
- E)Divulgar iniciativas de sucesso e boas práticas das equipes de trabalho.
Certa, já que divulgar boas práticas e iniciativas de sucesso ajuda a integrar equipes e valorizar resultados internos.
Gabarito: D
Comunicação interna é aquela conversa organizada que faz a empresa “respirar” por dentro: informa, integra, engaja e ajuda a alinhar objetivos. Ela não serve só para repassar recados, mas também para criar sentido, reforçar identidade e valorizar as pessoas que fazem a organização funcionar. Quando bem feita, ela equilibra o que interessa aos empregados e o que a empresa precisa comunicar, adapta a linguagem aos públicos internos e divulga boas práticas, conquistas e iniciativas de sucesso. Na prática, a comunicação interna precisa circular em vários sentidos: de cima para baixo, de baixo para cima e entre áreas. Por isso, também é importante estimular a confiança, dar transparência e reduzir boatos, sem cair na lógica de comunicação puramente burocrática. A literatura da área trata isso como ferramenta de integração e de clima organizacional, muito ligada ao fortalecimento da cultura e da identidade da instituição. É exatamente por isso que a alternativa D está errada. Ela fala em “controlar” os fluxos ascendentes, priorizando notas oficiais e impedindo a “rádio-corredor”. Só que comunicação interna não é um regime de bloqueio: ela deve permitir retorno, escuta e circulação de informações, inclusive para capturar problemas, sugestões e percepções dos empregados. Se você fecha o caminho da comunicação ascendente, você enfraquece a própria função estratégica da área. Então, o ponto central é este: comunicação interna boa não abafa a conversa, ela organiza, qualifica e integra. A FGV costuma cobrar esse entendimento mais funcional e estratégico, bem distante de uma visão engessada de mera transmissão de ordens.