Durante uma crise de imagem que torna necessário a instituição apresentar seu ponto de vista sobre os fatos, é mais comum, do que em situações cotidianas, a utilização do release:
- A)padrão;
Errada: o release padrão é o formato mais genérico e informativo, não o mais típico para expor a posição institucional em crise.
- B)editorial;
Certa: o release editorial é o mais usado quando a instituição precisa apresentar seu ponto de vista, esclarecer fatos e defender sua imagem.
- C)de evento;
Errada: o release de evento serve para divulgar programação, agenda ou acontecimento, e não para resposta estratégica a crise.
- D)de entrevista;
Errada: o release de entrevista antecipa ou divulga uma entrevista, mas não é o formato mais adequado para posicionamento institucional em crise.
- E)para rebranding.
Errada: rebranding trata de reposicionamento de marca, não é a classificação clássica de release cobrada em jornalismo.
Gabarito: B
Em assessoria de imprensa, o release é o texto usado para levar uma informação pronta à imprensa, com foco em um fato, serviço, agenda ou posicionamento institucional. Em situações normais, ele costuma ser mais informativo e objetivo. Mas, quando a organização está em crise de imagem, o texto ganha uma função bem específica: apresentar o ponto de vista da instituição, esclarecer fatos e tentar controlar a narrativa antes que a versão de terceiros vire a história oficial. Nessa hora, o release deixa de ser só um comunicado neutro e se aproxima de um texto opinativo-institucional, muitas vezes com tom de defesa, explicação e reposicionamento. Por isso, a banca aponta o release editorial: ele é o formato mais adequado quando a instituição precisa se manifestar, explicar sua leitura dos fatos e sustentar sua versão diante da imprensa. A lógica é simples: crise pede voz, não apenas agenda. Se há desgaste de imagem, o release não serve só para divulgar um evento ou uma entrevista, mas para orientar o entendimento do ocorrido. Em prova, sempre desconfie das alternativas que falam em formatos de rotina quando o enunciado está claramente tratando de gestão de crise. Em termos doutrinários, isso se conecta à comunicação institucional e à assessoria de imprensa como estratégia de relacionamento com a mídia. Não há aqui um fundamento legal específico, porque a questão é de técnica jornalística, mas a classificação clássica dos releases em comunicação organizacional ajuda a matar a questão sem sofrimento.