Ao planejar a plástica de programa, produtor e operador devem
- A)sempre usar músicas com letras, a qualquer momento, mesmo na hora em que o locutor estiver falando.
Errada, porque não se deve usar música com letra o tempo todo, especialmente sobre a fala do locutor, já que isso prejudica a compreensão.
- B)montar uma trilha única (a mesma música) durante toda a transmissão do programa; outros efeitos são desaconselhados.
Errada, porque a plástica sonora não é feita com uma trilha única do início ao fim; variedade de sons e efeitos é parte da linguagem do rádio.
- C)pensar que, assim como a entonação e o ritmo de locução, os ruídos e efeitos podem acrescentar algo ao que está sendo transmitido num programa de variedades.
Certa, porque reconhece que voz, ritmo, ruídos e efeitos podem somar significado ao programa de variedades.
- D)considerar que, num programa de variedades, a voz do locutor é apenas um dos aspectos sonoros da transmissão, não devendo nunca ficar mais alta do que os efeitos sonoros e as trilhas da atração.
Errada, porque a voz do locutor não deve ser rebaixada nem competir com efeitos e trilhas, e o equilíbrio sonoro é essencial.
- E)lembrar que rádio é áudio, logo não é necessário formar imagens para os ouvintes por intermédio de efeitos sonoros.
Errada, porque no rádio os efeitos sonoros ajudam justamente a criar imagens mentais no ouvinte.
Gabarito: C
Quando se fala em plástica de programa no rádio, a ideia é tratar o som como linguagem. Não é só colocar alguém falando no microfone e pronto: a voz, a entonação, o ritmo, as trilhas, os ruídos e os efeitos sonoros ajudam a criar clima, dar sentido e prender a atenção de quem ouve. No rádio, o ouvido faz o trabalho da imaginação, então cada elemento sonoro precisa ter função. Por isso, produtor e operador devem pensar na combinação desses recursos, e não em uma trilha jogada de qualquer jeito. Em programas de variedades, os efeitos e ruídos podem acrescentar informação, emoção e identidade à transmissão, desde que sejam usados com critério e equilíbrio. A voz do locutor continua importante, mas ela conversa com os demais elementos sonoros, não disputa para ver quem faz mais barulho. O gabarito é a letra C porque ela traduz exatamente essa lógica: assim como a entonação e o ritmo da locução, os efeitos e ruídos também podem enriquecer o conteúdo transmitido. Isso é bem coerente com a doutrina de radiojornalismo e produção sonora, que trata o rádio como meio de linguagem auditiva, em que a montagem sonora constrói a mensagem. Então, a chave aqui é lembrar que a plástica do programa não é enfeite vazio. Ela organiza o som para comunicar melhor. Se você pensou em trilha única, voz sempre por cima de tudo, ou em efeitos sem função, a banca te puxou para o caminho errado.