As emissoras de TV convencionaram algumas posturas para os jornalistas se comportarem ao se apresentar diante das câmeras. Analise as orientações abaixo. I. Evite jogar a cabeça de um lado para o outro pois qualquer movimento parece maior na televisão. II. O repórter é tão importante quanto a notícia, pela identificação que ele cria com o espectador. III. Use o microfone de forma que ele cubra a boca na imagem, ainda mais se ele tiver a canopla da emissora. Essa atitude dá mais visibilidade à empresa e melhora a altura e a qualidade do áudio. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Errada, porque apenas o item I está correto; os itens II e III contrariam orientações de telejornalismo.
- B)II, apenas.
Errada, porque o item II não é correto: a notícia deve prevalecer sobre a figura do repórter.
- C)II e III, apenas.
Errada, porque o item III é incorreto ao sugerir cobrir a boca com o microfone na imagem.
- D)I, apenas.
Certa, porque somente o item I reflete a orientação adequada de postura diante das câmeras.
- E)I e III, apenas.
Errada, porque o item III está incorreto e não deve ser marcado como verdadeiro.
Gabarito: D
Essa questão cobra boas práticas de apresentação em TV, especialmente a linguagem corporal do jornalista diante das câmeras. Em televisão, tudo parece mais intenso: um pequeno movimento de cabeça, olhar ou mão ganha destaque na imagem, então a orientação profissional é manter postura estável e controlada. A ideia é transmitir segurança, clareza e sobriedade, sem gestos que distraiam o telespectador. O item I está correto porque, na TV, movimentos laterais exagerados realmente chamam mais atenção do que no ambiente ao vivo. Por isso, recomenda-se evitar “jogar a cabeça” de um lado para o outro, já que a câmera amplifica esse tipo de deslocamento. É uma regra típica de telejornalismo e de treinamento de mídia, muito ligada à composição visual e à percepção do público. O item II está errado. O repórter é importante, claro, mas a notícia deve permanecer no centro da informação. A lógica do jornalismo é a impessoalidade relativa e a primazia do fato, não da figura do profissional. O repórter pode criar identificação com o espectador, mas isso não significa que ele seja “tão importante quanto a notícia” ao ponto de se sobrepor a ela. O item III também está errado. O microfone não deve cobrir a boca na imagem, porque isso prejudica a leitura visual e a comunicação da fala. A canopla pode reforçar a marca da emissora e o equipamento deve garantir boa captação, mas sem atrapalhar a visibilidade da boca e da expressão facial. Assim, somente o item I está correto, o que justifica o gabarito D.