Quando se produz um programa de variedades diário no rádio ou na TV, o profissional deve
- A)deixar o formato e a pauta totalmente abertos para que os acontecimentos guiem a atração.
Errada, porque um programa diário de variedades não pode ficar totalmente aberto, já que precisa de estrutura e rotina para fidelizar a audiência.
- B)ter uma estrutura pré-concebida, com o conteúdo variando de acordo com o dia, mas privilegiando o hábito da audiência.
Certa, pois o programa deve ter uma estrutura pré-concebida, mas com conteúdo variável conforme o dia e com foco no hábito do público.
- C)pensar que o público não precisa perceber a estrutura do programa, ou entender os horários em que os quadros entram no ar.
Errada, porque o público precisa perceber a lógica do programa, inclusive a organização dos quadros e seus horários.
- D)considerar que não é necessário definir se o programa será mais emocional ou analítico.
Errada, porque o formato exige definição de linguagem e enfoque, que pode ser mais emocional ou mais analítico conforme o projeto editorial.
- E)avaliar que o título do programa não deve ter o nome do apresentador, nem explicar o conteúdo que ele tratará.
Errada, porque o título pode sim usar o nome do apresentador e/ou indicar o conteúdo, já que isso ajuda na identidade e no reconhecimento do programa.
Gabarito: B
Em programas de variedades diários no rádio ou na TV, o segredo não é improvisar tudo do zero a cada edição, como se o programa nascesse de um susto. O profissional precisa trabalhar com uma estrutura prévia, porque o programa tem ritmo, blocos, entradas e saídas, além de quadros que ajudam o público a reconhecer a atração todos os dias. Ao mesmo tempo, essa estrutura não é engessada: o conteúdo varia conforme os fatos do dia, as entrevistas, as pautas quentes e os assuntos de interesse do público. É justamente essa mistura de previsibilidade com atualização que sustenta o hábito da audiência, algo muito valorizado em formatos de entretenimento e variedades. Por isso, a alternativa B está correta: ela descreve um programa pensado com base em uma arquitetura fixa, mas com conteúdo flexível, adaptado ao dia a dia e ao consumo regular do público. Em linguagem de prova, isso é o coração do formato de variedades diário: rotina reconhecível, mas sem monotonia. As demais alternativas escorregam porque sugerem excesso de abertura, falta de definição ou desvalorização da identidade do programa. Em jornalismo e comunicação, formato não é detalhe decorativo: ele organiza a relação com a audiência e dá coerência à atração.