O âncora/apresentador tem a função de abordar com os ouvintes os assuntos levados ao ar no programa. Esse profissional
- A)deve dar preferência ao pronome “nós” em vez de “eu”. O apresentador faz a entrevista como intermediário do ouvinte e de si mesmo.
Certa: o apresentador atua como mediador e, por isso, é recomendado privilegiar o pronome "nós" para reforçar a relação coletiva com a equipe e o ouvinte.
- B)) nunca deve ler mensagens dos ouvintes com críticas ao programa, pois essa atitude seria boa para a concorrência.
Errada: mensagens críticas podem ser lidas com critério jornalístico, e esconder esse tipo de retorno empobrece a interação com o público.
- C)deve, quando houver reportagem ao vivo, adiantar o que o repórter vai contar.
Errada: em entradas ao vivo, o apresentador deve contextualizar o link do repórter, em vez de simplesmente adiantar tudo que será dito.
- D)nunca deve interromper um assunto que está no ar para a entrada de um repórter ao vivo.
Errada: a entrada de um repórter ao vivo pode interromper o assunto quando houver necessidade editorial e técnica de atualização.
- E)nas saídas para os intervalos, deve evitar chamar os assuntos que sucederão para não tirar a surpresa dos ouvintes.
Errada: nas chamadas para intervalo, o ideal é antecipar os próximos assuntos para manter a audiência interessada, e não criar surpresa vazia.
Gabarito: A
No rádio, o âncora ou apresentador não é um mero "leitor de roteiro": ele faz a costura do programa, chama os assuntos, faz a ponte entre as participações e mantém a conversa fluindo com naturalidade. Por isso, sua fala costuma ser pensada em chave coletiva, como se ele falasse em nome da equipe e junto do público, e não como uma voz isolada em primeiro plano o tempo todo. Essa postura ajuda a criar proximidade com o ouvinte e reforça a ideia de programa como diálogo, não como palestra. A alternativa correta é a letra A porque, na prática radiofônica, recomenda-se que o apresentador use preferencialmente o pronome "nós" em vez de "eu". Isso passa a noção de mediação: ele conduz a informação, mas não toma para si o centro da ação. Em linguagem de rádio, o apresentador é um intermediário entre o conteúdo, a equipe e o ouvinte, algo bem valorizado na doutrina de jornalismo radiofônico. As demais alternativas contrariam boas práticas do meio. O rádio ao vivo pede interação, acolhimento de críticas quando pertinentes, agilidade para inserir repórteres e, principalmente, clareza sobre o que vem a seguir. O ouvinte não gosta de sentir que caiu de paraquedas numa programação sem contexto. Então, quando a técnica e a apresentação funcionam bem, tudo parece simples - mas isso é justamente porque alguém organizou a bagunça com cuidado.