Assinale a opção que apresenta uma característica presente apenas no texto da televisão.
- A)Apresenta textos claros e objetivos.
Errada, porque clareza e objetividade são qualidades desejáveis em vários textos, não uma característica exclusiva do texto televisivo.
- B)Usa frases curtas que a audiência precise ouvir apenas uma vez.
Errada, pois frases curtas podem aparecer em TV, rádio ou publicidade, mas não definem sozinhas o texto da televisão.
- C)Forma imagens para a audiência pelas palavras.
Errada, porque formar imagens pelas palavras é um traço mais associado ao texto literário ou à narrativa verbal, não ao suporte televisivo.
- D)Usa o texto para complementar mensagem das imagens exibidas.
Certa, porque na televisão o texto normalmente serve para complementar e orientar o sentido das imagens exibidas.
- E)Usa vinhetas.
Errada, porque vinhetas são recursos de identidade visual e sonora presentes em vários produtos midiáticos, não apenas no texto televisivo.
Gabarito: D
Na televisão, o texto não trabalha sozinho: ele conversa o tempo todo com a imagem, o som e a edição. Por isso, o roteiro televisivo costuma ser mais enxuto, direto e pensado para reforçar o que o telespectador já está vendo na tela. É aquela lógica de fazer o texto “andar junto” com a imagem, sem competir com ela. No telejornal, no programa de entretenimento ou no comercial, a fala e a locução servem para complementar, explicar, contextualizar ou dar ritmo às imagens. A televisão tem essa característica própria de combinar linguagem verbal e linguagem visual de modo integrado. Já na imprensa escrita, por exemplo, o texto pode carregar sozinho a informação principal. Por isso o gabarito é a letra D: o texto na televisão usa a palavra para complementar a mensagem das imagens exibidas. Esse é o ponto mais típico do suporte televisivo, que depende da convergência entre imagem, som e palavra. A ideia é muito tratada nos estudos de comunicação sobre linguagem audiovisual e semiótica dos meios. As outras alternativas trazem características genéricas de boa redação ou de outros meios, mas não são exclusivas da televisão. A pegadinha da FGV costuma ser essa: misturar qualidades de texto jornalístico em geral com traços específicos da linguagem televisiva.