O seguinte preceito deve ser seguido ao se montar um programa de variedades:
- A)aplicar o que se chama de pirâmide invertida, começar com o principal e depois colocar os assuntos em ordem decrescente de importância.
Errada, porque a pirâmide invertida é típica de notícia e não obriga um programa de variedades a seguir ordem estrita de importância.
- B)começar com o principal, mas distribuir os assuntos pelo programa não necessariamente por ordem decrescente de importância, para conseguir assuntos interessantes até o fim da edição.
Certa, pois o programa pode começar com o principal e distribuir os quadros de forma estratégica para manter o interesse até o fim.
- C)começar com o assunto menos importante e prometer o melhor para o fim.
Errada, porque abrir com o menos importante tende a enfraquecer a atenção inicial do público.
- D)não se preocupar com a ordem de relevância dos assuntos, apenas colocá-los no ar.
Errada, pois a ordem dos assuntos importa muito na construção de ritmo e retenção da audiência.
- E)não usar, em hipótese alguma, material que fale mal das fontes do apresentador ou dos patrocinadores.
Errada, porque a questão trata da montagem do programa, não de regras de restrição ética sobre críticas a fontes ou patrocinadores.
Gabarito: B
Em programas de variedades, a lógica de montagem não precisa ser uma sequência rígida de importância do maior para o menor. O objetivo é manter a atenção do público, alternando temas, quadros e ritmos para evitar que a edição fique previsível ou “morrendo” no fim. Por isso, a abertura costuma trazer o assunto mais forte, mas o restante do programa pode ser distribuído de forma estratégica, com variação de interesse até o encerramento. A ideia central aqui é simples: começar bem e terminar melhor ainda. Em TV, não basta ter bons conteúdos; é preciso organizá-los de modo que o telespectador continue assistindo. Em um programa de variedades, essa construção pode misturar temas mais leves e mais fortes ao longo da atração, desde que haja lógica editorial e apelo de permanência. O gabarito é a letra B porque ela descreve exatamente essa prática: iniciar com o principal, mas sem prender o roteiro a uma ordem decrescente de importância. Isso permite distribuir os assuntos de modo mais inteligente, reservando bons atrativos para o meio e para o final, o que é essencial para prender audiência. A letra A remete à pirâmide invertida, técnica clássica do jornalismo informativo, especialmente em texto noticioso. Só que programa de variedades não funciona necessariamente como notícia dura: aqui, a sequência pode ser mais flexível e voltada ao entretenimento e à retenção do público.