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Comunicação Social · FGV · 2021

Questão comentada de Comunicação Social

O radiojornalismo e o telejornalismo têm várias semelhanças quanto às estratégias de construção textual, marcadas pela

Gabarito: B

No radiojornalismo e no telejornalismo, a informação precisa ser clara, direta e fácil de acompanhar, porque o público recebe a mensagem em tempo real e não pode voltar duas páginas para reler. Por isso, a escrita costuma privilegiar frases curtas, vocabulário preciso e leitura fluida. A lógica é simples: se o texto atrapalha a escuta ou a compreensão, ele falhou como texto jornalístico. A banca FGV costuma cobrar justamente essa característica de linguagem sonora e funcional. Em rádio e TV, o texto precisa evitar cacofonias, repetições sonoras desagradáveis, aliterações excessivas e assonâncias que deixam a fala artificial ou enrolada. O foco não é enfeitar, mas facilitar a oralização e a compreensão imediata. É quase um teste de resistência da frase: ela precisa soar bem no ouvido. Por isso o gabarito é a letra B. A seleção léxica precisa é uma marca comum aos dois meios, porque o texto é pensado para ser falado e ouvido, não apenas lido. A palavra errada, além de comprometer a clareza, pode gerar tropeço de pronúncia, ruído sonoro ou ambiguidade. Em termos de doutrina de redação jornalística, a norma é a economia verbal, a precisão vocabular e a sonoridade agradável. As demais alternativas fogem dessa lógica. Em rádio e TV, não se busca linguagem rebuscada, períodos longos ou adjetivação excessiva, mas sim objetividade, sobriedade e naturalidade. O texto informativo nesses meios não deve parecer literatura empolada nem conversa cheia de ornamentos: ele precisa funcionar bem no áudio e na imagem.

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