Em eventos oficiais, há Mesas de Honra em que se trocam os componentes. As autoridades ou personalidades que farão parte dela devem se sentar:
- A)em qualquer lugar do local, visto que não há normas cerimoniais específicas;
Errada, porque em eventos oficiais existem normas de cerimonial e protocolo que orientam a disposição das autoridades.
- B)em qualquer lugar do local, desde que sejam facilmente localizáveis;
Errada, porque a simples visibilidade não substitui a regra formal de acomodação da Mesa de Honra.
- C)na primeira fileira de cadeiras do local, considerada uma extensão da mesa;
Certa, pois a primeira fileira de cadeiras funciona como extensão da mesa e recebe os componentes da Mesa de Honra.
- D)em uma mesa lateral, de forma livre, próxima à mesa principal;
Errada, porque a mesa lateral não é a forma adequada de composição da Mesa de Honra em solenidades oficiais.
- E)em uma mesa lateral, respeitando-se a hierarquia dos cargos.
Errada, porque a organização da Mesa de Honra não é feita em mesa lateral livre, mesmo com respeito à hierarquia.
Gabarito: C
Em cerimonial e protocolo, a Mesa de Honra é o espaço reservado às autoridades e personalidades convidadas para compor simbolicamente o evento. A lógica não é decorativa: ela segue a hierarquia dos cargos e a posição definida pelo cerimonial, porque isso comunica respeito institucional e organiza a solenidade sem improviso. Nas ocasiões oficiais, quando se fala em Mesa de Honra em que os componentes se trocam, a regra tradicional é que essas autoridades não fiquem espalhadas pelo ambiente. Elas devem ocupar a primeira fileira de cadeiras, que é tratada como uma extensão da mesa, mantendo a unidade visual e funcional da composição. Por isso o gabarito é a letra C. A ideia é justamente preservar a formalidade do ato e permitir a troca dos componentes sem quebrar a organização do cerimonial. Em eventos oficiais, o detalhe da posição não é detalhe: ele faz parte da etiqueta institucional. Essa orientação aparece na doutrina de cerimonial e protocolo adotada em eventos públicos, em que a mesa principal e a primeira fileira formam um conjunto de honra. A FGV costuma cobrar essa leitura prática do cerimonial, mais do que teorias abstratas.