Uma das maneiras de quantificar o trabalho desenvolvido pelas assessorias de imprensa é calcular nas publicações impressas a área ocupada pelas matérias em que é mencionada direta ou indiretamente a empresa. Quando a exposição é online, deve-se:
- A)abdicar de métodos obsoletos, como a centimetragem, pois a circulação de jornais e revistas diminuíram no Brasil;
Errada, porque a centimetragem não é obsoleta no impresso, mas no online ela perde sentido, já que a análise deve usar métricas digitais mais completas.
- B)buscar ferramentas de mensuração que permitam, por exemplo, verificar o perfil e as preferências do público;
Certa, porque a exposição online exige ferramentas de mensuração que avaliem alcance, perfil, preferências e engajamento do público.
- C)saber que as métricas não permitem a obtenção de um resultado fidedigno dada a existência de perfis fakes no mundo digital;
Errada, porque métricas digitais continuam úteis e fidedignas quando bem usadas, mesmo existindo perfis falsos, já que isso não invalida a mensuração como um todo.
- D)contratar uma empresa terceirizada de clipping para mensurar resultados, pois não faz parte do escopo das assessorias de imprensa realizar tal tipo de trabalho;
Errada, porque a mensuração de resultados faz parte do trabalho de assessoria de imprensa e não depende obrigatoriamente de empresa terceirizada.
- E)implementar a automação do clipping, pois a métrica que afere audiência é invariavelmente melhor do que os cálculos de centimetragem.
Errada, porque automação de clipping pode ajudar, mas a métrica de audiência não é sempre superior à centimetragem; cada meio pede critérios próprios de avaliação.
Gabarito: B
Na assessoria de imprensa, medir resultados não é só contar recortes de jornal e somar centímetros de página. Isso funciona melhor no impresso, onde a centimetragem ajuda a estimar a visibilidade conquistada pela empresa, mas o ambiente digital muda o jogo: a exposição online traz dados muito mais ricos, como alcance, engajamento, perfil do público, cliques, compartilhamentos e comportamento de navegação. Por isso, quando a matéria sai na internet, a lógica mais atual é usar ferramentas de monitoramento e análise que permitam entender não apenas se a marca apareceu, mas como apareceu e para quem apareceu. Em outras palavras: não basta medir volume, é preciso interpretar audiência, relevância e impacto. É o famoso salto do “apareceu” para o “o que isso gerou?”. O gabarito é a letra B porque ela aponta exatamente para essa mensuração mais inteligente, capaz de verificar o perfil e as preferências do público. No meio digital, a avaliação do trabalho de assessoria deve considerar métricas de audiência e comportamento, e não depender só de medidas físicas herdadas do impresso. Na prática, a ideia é alinhar a comunicação ao ambiente online, que permite análise mais detalhada e estratégica. A doutrina de comunicação organizacional e relações públicas trata o clipping digital e o monitoramento de mídia como instrumentos de avaliação, não apenas de arquivo. Então, se a questão fala em exposição online, pense em métricas digitais e inteligência de dados, não em régua e centímetro.