Devido à chegada de novos equipamentos, fez-se necessário treinar os funcionários para as novas rotinas de operação. Assim, foi produzida pela assessoria de imprensa uma publicação técnica. Sabe-se que ela se destina a um público restrito e não apresenta periodicidade regular. A publicação técnica é a ferramenta de comunicação a ser escolhida quando:
- A)não se dispõem de recursos financeiros para produzir um vídeo de caráter institucional;
Errada, porque a escolha da publicação técnica não depende diretamente da falta de verba para vídeo institucional.
- B)a circulação do material é sigilosa, pois envolve questão de segurança de dados corporativos;
Errada, porque sigilo e segurança de dados remetem a controle de acesso e confidencialidade, não ao conceito de publicação técnica.
- C)o público-alvo é capaz de compreender o repertório utilizado, isto é, os códigos e sinais ali expostos;
Certa, pois a publicação técnica é adequada quando o público domina os códigos, sinais e repertório usados no material.
- D)o manual de instruções de máquinas e/ou equipamentos é impresso em outro idioma;
Errada, porque manual em outro idioma pede tradução ou adaptação linguística, não define por si só a escolha da publicação técnica.
- E)os funcionários são incapazes de aplicar as mudanças técnico-operacionais no chão de fábrica dado o seu baixo nível de instrução.
Errada, porque baixo nível de instrução do público exigiria linguagem mais simples e didática, e não um material técnico especializado.
Gabarito: C
A questão trata de uma ferramenta típica da assessoria de imprensa: a publicação técnica. Ela é usada para comunicar conteúdos especializados, com linguagem própria e foco em um público específico, normalmente formado por pessoas que já dominam minimamente o assunto. Por isso, não é um material pensado para o grande público, nem precisa ter circulação periódica regular, como um jornal ou revista. Ela costuma aparecer quando a informação exige precisão técnica e um repertório compartilhado entre emissor e receptor. Na prática, a publicação técnica funciona bem quando o público consegue entender os códigos, termos e sinais usados no material. Se a linguagem for adequada ao conhecimento do leitor, a comunicação flui sem necessidade de simplificações excessivas. Em assessoria, isso é importante porque o objetivo não é só informar, mas fazer a informação circular com clareza entre pessoas que realmente precisam dela. O gabarito é a letra C porque ela descreve exatamente essa lógica: o público-alvo compreende o repertório utilizado. Se você pensa em manual, boletim técnico, informe especializado ou material interno de capacitação, a ideia central é essa mesma: linguagem compatível com o destinatário. A doutrina de comunicação organizacional costuma apontar que a escolha do instrumento depende do público, do conteúdo e do nível de especialização da mensagem. As demais alternativas confundem publicação técnica com outras finalidades, como custo, sigilo, tradução de manual ou baixa instrução do público. Aqui, a chave é lembrar: material técnico não é para “quem não entende nada”, e sim para quem já consegue decodificar o conteúdo com segurança.