Relacione as fases da evolução do rádio no Brasil, listadas a seguir, às suas características específicas. 1. Implantação 2. Difusão 3. Segmentação 4. Convergência ( ) A publicidade passa a ser regulamentada, as emissoras se profissionalizam com programação mais popular, marcada por programas humorísticos e de auditório. ( ) Emissoras começam a operar em FM e o transístor traz tanto portabilidade para o aparelho quanto a emergência de transmissões direto do local do acontecimento. ( ) As emissoras, organizadas como clubes, cobram mensalidades e priorizam programação elitista de cunho cultural e educativo. ( ) Indefinição comercial por parte das emissoras, valorização crescente da participação ou ouvinte e novas formas de transmissão para além das ondas hertzianas. Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
- A)2, 3, 4 e 1.
Errada, porque troca a fase de implantação pela de difusão e ainda embaralha a ordem das demais características.
- B)3, 2, 1 e 4.
Errada, porque começa com segmentação e não com difusão, invertendo as etapas históricas do rádio.
- C)2, 3, 1 e 4.
Certa, pois associa corretamente difusão, segmentação, implantação e convergência na ordem dos enunciados.
- D)3, 1, 2 e 4.
Errada, porque coloca implantação onde deveria estar difusão e desloca as demais fases.
- E)1, 3, 4 e 2.
Errada, porque inverte implantação e difusão e não respeita a sequência histórica das fases.
Gabarito: C
A evolução do rádio no Brasil costuma ser cobrada em quatro fases bem marcadas. Na fase de implantação, o rádio ainda era algo de elite: funcionava como clube, com mensalidades e programação mais cultural e educativa. Já na fase de difusão, ele se massifica, a publicidade passa a ser organizada e as emissoras ganham cara profissional, com programas de auditório, humor e conteúdo mais popular. Depois vem a segmentação, quando o rádio se diversifica e se adapta a públicos e formatos diferentes. A chegada do FM e do transístor aumenta a portabilidade e favorece transmissões ao vivo diretamente do local do fato, o que aproxima o ouvinte do acontecimento. Por fim, na convergência, o rádio deixa de depender só das ondas hertzianas e passa a conviver com internet, interatividade e novas formas de distribuição e participação do público. Por isso, a sequência correta é: difusão, segmentação, implantação e convergência. Em outras palavras, a questão pede para você reconhecer a cronologia histórica e associar cada descrição à fase certa, sem cair na armadilha de confundir rádio elitista com rádio popular. Esse recorte é doutrinário e aparece com frequência em autores de história do rádio no Brasil, como Luiz Artur Ferraretto, que organiza a trajetória do meio justamente a partir dessas transformações técnicas, comerciais e de linguagem.