O editor selecionou determinada matéria para figurar na escalada de um radiojornal e solicitou ao responsável pela função que compusesse o título. Sabe-se que tanto a escalada como os títulos que a compõem apresentam especificidades. Para tornar o título direto e conciso, é recomendável a utilização de técnicas jornalísticas, a saber:
- A)determinação do tempo verbal no presente do modo subjuntivo;
Errada, porque o presente do subjuntivo não é a forma mais direta nem a mais usual para títulos de escalada em rádio.
- B)utilização de aposto na oração;
Errada, pois o aposto costuma alongar a construção e não é o recurso típico para tornar o título mais conciso.
- C)supressão dos verbos de ação;
Errada, porque a supressão de verbos de ação pode prejudicar a clareza e deixar a chamada menos dinâmica.
- D)eliminação de artigos e pronomes possessivos;
Certa, pois eliminar artigos e pronomes possessivos torna o título mais enxuto, direto e apropriado para o rádio.
- E)priorização de hipérboles para prender a atenção dos ouvintes.
Errada, porque hipérboles aumentam o exagero e reduzem a objetividade jornalística, que é justamente o que se busca evitar.
Gabarito: D
Na escalada do radiojornal, o título precisa ser curto, rápido e fácil de captar no ouvido. Como o ouvinte não pode "voltar a leitura" como no jornal impresso, o texto tende a ser mais econômico e direto, com palavras de impacto e estrutura enxuta. A técnica jornalística mais recomendada aqui é a supressão de elementos que não acrescentam informação essencial, como artigos e pronomes possessivos. Isso deixa a frase mais limpa, sonora e objetiva, sem perder o sentido principal. É a velha lógica do rádio: dizer muito com pouco, porque o tempo e a atenção são curtos. Por isso, o gabarito é a letra D. Em títulos e chamadas de rádio, a concisão é regra prática de redação jornalística, associada à objetividade, à clareza e à economia verbal. Não se trata de escrever de forma "telegráfica" sem critério, mas de cortar o que é dispensável para ganhar agilidade e impacto. As outras alternativas fogem da técnica jornalística adequada para esse contexto: não se busca rebuscamento gramatical, nem hipérbole, nem estruturas mais pesadas. O foco é facilitar a compreensão imediata do ouvinte.