Os critérios que norteiam, dentro dos limites éticos, o aproveitamento de um release por parte de um veículo noticioso, estão listados a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
- A)A credibilidade da fonte e a confiança no emissor podem ser decisivas para que o release seja ao menos examinado.
Correta, porque a credibilidade da fonte e a confiança no emissor influenciam diretamente a decisão de ao menos analisar o release.
- B)Releases extensos e padronizados, com conteúdo enviado por anunciantes, atraem jornalistas e garantem a publicação do texto na íntegra.
Errada, porque release extenso, padronizado e com tom publicitário não garante publicação e costuma ter baixa atratividade jornalística.
- C)Pautas específicas, Informação relevante e oferecida com exclusividade a determinado jornalista ou veículo, tendem a ter mais destaque e chances de aproveitamento.
Correta, pois pautas específicas e informação exclusiva tendem a aumentar o interesse e o destaque do material.
- D)Ineditismo, abordagens inovadoras ou atualização sobre um tema já tratado podem renovar o interesse da imprensa pelas informações de um release.
Correta, porque novidade, ineditismo ou atualização de tema já conhecido renovam o interesse da imprensa.
- E)Oferta de notícia, cuja abordagem e formato estão adaptados ao veículo, programa, editoria e profissional, aumenta as chances de aproveitamento de um release.
Correta, já que adaptar a notícia ao veículo, editoria, programa e profissional aumenta a chance de aproveitamento.
Gabarito: B
Na assessoria de comunicação, o release não é uma garantia de publicação, mas um convite bem armado para a pauta. O veículo avalia se há interesse jornalístico, se a informação tem novidade, relevância, adequação ao público e se a fonte inspira confiança. Em outras palavras: release bom não “obriga” ninguém a publicar, ele facilita a vida de quem edita a notícia. A lógica por trás disso é bem prática: jornalistas trabalham com critérios de noticiabilidade, como novidade, ineditismo, relevância, proximidade, interesse público e possibilidade de adaptação ao formato do veículo. Quando o material vem com pauta específica, recorte claro, linguagem adequada e até exclusividade, as chances de aproveitamento aumentam bastante. Por isso, a alternativa B está errada. Ela afirma que releases extensos, padronizados, enviados por anunciantes, atraem jornalistas e garantem a publicação na íntegra. Isso contraria a rotina real das redações: texto longo, genérico e com cheiro de publicidade costuma cansar, não encantar. E, claro, não existe garantia de publicação integral de release, porque o jornalista decide o que aproveita, edita e adapta conforme seus critérios editoriais. As demais alternativas seguem a lógica correta da prática jornalística, destacando credibilidade da fonte, relevância da informação, exclusividade, novidade e adaptação ao perfil do veículo. É o famoso jogo de sedução informativa: quanto mais útil, mais notícias; quanto mais panfleto, mais chance de ir para a gaveta.