Os stakeholders incluem todos os públicos considerados estratégicos para uma organização. Alguns autores propõem a sua classificação entre públicos essenciais, não essenciais e de interferência. Os públicos não essenciais são aqueles que
- A)permitem a existência da organização, tais como os empreendedores e o governo.
Errada, porque empreendedores e governo se relacionam com a existência e a sustentação da organização, sendo mais associados aos públicos essenciais.
- B)são foco das atividades da organização, tais como os consumidores e os clientes.
Errada, porque consumidores e clientes são o foco da atividade da organização e entram na categoria de públicos essenciais.
- C)impactam a organização por meio de seu poder de liderança, como é o caso da mídia.
Errada, porque a mídia é exemplo típico de público de interferência, já que influencia a organização pelo seu poder de impacto e visibilidade.
- D)atuam internamente na organização, como os funcionários e os fornecedores.
Errada, porque funcionários podem ser públicos internos, mas fornecedores não são, em regra, internos; a alternativa mistura categorias de forma imprecisa.
- E)estão fora da organização, mas prestam serviços ou representam interesses, como as consultorias e os sindicatos.
Certa, porque consultorias e sindicatos estão fora da organização, mas prestam serviços ou representam interesses, caracterizando públicos não essenciais.
Gabarito: E
Em comunicação organizacional, a ideia de stakeholders ajuda a enxergar que a organização não conversa só com “cliente”. Ela se relaciona com vários públicos estratégicos, e alguns autores os dividem em públicos essenciais, não essenciais e de interferência. A lógica é simples: uns sustentam a existência e a atividade-fim da organização, outros apoiam sua estrutura e funcionamento, e outros influenciam o ambiente ao redor. Os públicos essenciais são aqueles diretamente ligados à razão de ser da organização, como consumidores, clientes, usuários e, em certas leituras, empreendedores e governo, dependendo do tipo de organização. Já os públicos não essenciais não fazem parte do núcleo produtivo, mas dão suporte externo importante, ajudando a organização a funcionar sem serem o “alvo principal” da atividade. É exatamente aí que entra o gabarito. As consultorias e os sindicatos são exemplos clássicos de públicos não essenciais: estão fora da estrutura interna, mas prestam serviços ou representam interesses relevantes para a organização. Eles não são o centro da operação, porém podem influenciar decisões, processos e relações institucionais. Por fim, os públicos de interferência são aqueles que impactam a organização pelo poder de influência, como a mídia, que pode moldar reputações, agendas e percepções. Então, quando a questão fala em públicos fora da organização que prestam serviços ou representam interesses, ela está descrevendo corretamente os públicos não essenciais.