Os signatários da International Fact Checking Network (IFCN), como é o caso da Agência Lupa, especializada na técnica jornalística de fact-checking, se comprometem a
- A)manter sob sigilo a metodologia usada para selecionar, pesquisar, escrever, editar, publicar e corrigir as verificações de fatos, especialmente em relação às agencias concorrentes.
Errada, porque a IFCN exige transparência metodológica, e não sigilo sobre como as verificações são feitas.
- B)só é fornecer sua política de correções mediante processo de direito de resposta à checagem, preferencialmente via Lei de Acesso à Informação.
Errada, porque a política de correções deve ser pública e acessível, não limitada a um processo de direito de resposta ou à Lei de Acesso à Informação.
- C)manter sigilo sobre formas de financiamento e estrutura da agência de fact-checking, garantindo a privacidade dos jornalistas e o anonimato nas checagens.
Errada, porque os signatários devem informar financiamento, estrutura e critérios de trabalho, em vez de esconder esses dados.
- D)incentivar os leitores a enviar pedidos de verificação de fatos, garantindo formas de acesso e transparência sobre o porquê e como são feitas as verificações.
Certa, porque o fact-checking sério estimula a participação do público e exige transparência sobre os critérios, processos e motivos das checagens.
- E)usar o partidarismo e as metodologias diferenciadas para cada político verificado, a fim de garantir os valores democráticos, mesmo que para isso seja necessário expor as fontes.
Errada, porque o fact-checking deve ser transparente e imparcial, sem partidarismo, tratamento diferenciado por político ou exposição indevida de fontes.
Gabarito: D
A International Fact-Checking Network (IFCN) funciona como uma rede de referência para veículos de checagem de fatos, e seus signatários assumem compromissos de transparência, imparcialidade, metodologia clara e prestação de contas. Em outras palavras: quem checa não pode agir como um “caixa-preta”; precisa mostrar como trabalha, quais critérios usa e como corrige eventuais erros. Esse ponto é central no fact-checking: a credibilidade vem justamente da abertura sobre o processo. Isso inclui explicar a metodologia, deixar claro como as verificações são feitas, publicar políticas de correção e facilitar o acesso do público às informações sobre a checagem. A lógica é reforçada pelos próprios princípios da IFCN, que exigem transparência de fontes de financiamento, metodologia e organização. Por isso, a alternativa D está correta: a agência deve incentivar os leitores a enviar pedidos de verificação e garantir formas de acesso e transparência sobre o porquê e o como das verificações. É exatamente a postura esperada de uma iniciativa de checagem séria: diálogo com o público, clareza processual e abertura para escrutínio. As demais alternativas tentam inverter esse espírito, falando em sigilo, partidarismo ou restrição de informação. Em fact-checking, isso seria quase o oposto do compromisso ético básico. Transparência não é enfeite, é o alicerce da confiança.