Em crescimento no mercado editorial brasileiro, o livro-reportagem é um produto cultural que combina elementos do jornalismo e da literatura. No livro-reportagem-perfil, essa combinação destina-se a
- A)reconstituir um acontecimento relevante com base na visão de um participante ou testemunha privilegiada.
Errada, porque descreve mais um relato de acontecimento a partir de testemunha privilegiada, e não o foco biográfico e humanizado do perfil.
- B)agrupar, por tema, os textos informativos e opinativos já publicados em veículos de comunicação.
Errada, pois isso se aproxima de coletânea ou antologia de textos já publicados, não de livro-reportagem-perfil.
- C)investigar dados e documentos para que denúncias sejam apresentadas sob forma de texto literário.
Errada, porque fala de denúncia e investigação, característica mais próxima do livro-reportagem investigativo, e não do perfil.
- D)evidenciar o lado humano de personalidade pública ou anônima com características capazes de despertar o interesse dos leitores.
Certa, pois o livro-reportagem-perfil busca retratar o lado humano de uma pessoa, pública ou anônima, em linguagem jornalística com recursos literários.
- E)divulgar informações científicas, de interesse normalmente ambientalista de modo leve, a partir da construção ficcional de personagens.
Errada, porque mistura divulgação científica com ficção, o que não define o gênero perfil dentro do livro-reportagem.
Gabarito: D
O livro-reportagem é uma forma de jornalismo em profundidade, mas com linguagem mais livre, narrativa e literária. Ele não fica preso ao fechamento curto da notícia de jornal: amplia contexto, trabalha personagens, descreve cenas e explora o lado humano dos fatos. É como se o jornalismo colocasse um paletó mais confortável e sentasse para contar a história com mais fôlego. Dentro desse gênero, o livro-reportagem-perfil tem foco em uma pessoa, geralmente alguém relevante ou interessante por suas ações, trajetória, conflitos ou impacto social. A ideia é apresentar o retrato da personagem com densidade, mostrando traços de personalidade, contradições, bastidores e elementos que ajudem o leitor a entender quem ela é além da aparência pública. Por isso, a alternativa correta é a que fala em evidenciar o lado humano de personalidade pública ou anônima com características capazes de despertar o interesse dos leitores. Isso resume bem o perfil: não é só informar dados secos, mas construir uma narrativa que revele a pessoa e prenda a atenção. Em termos doutrinários, essa classificação aparece com frequência em autores de jornalismo literário e livro-reportagem, que tratam o perfil como gênero voltado à humanização do personagem e à exploração narrativa da vida real.