Como regra, as mensagens comunicacionais de um órgão público municipal são para toda a cidade. Por vezes, no entanto, é preciso falar com grupos determinados de pessoas, em face de um tema específico que precisa ser divulgado. Como denominamos este conceito de grupo focal, dentre as opções dadas a seguir:
- A)Mídia paga focada.
Errada, porque mídia paga focada é uma estratégia de veiculação, não o nome do grupo de pessoas ao qual a mensagem se dirige.
- B)Press group.
Errada, porque press group remete a relação com imprensa, e não a um público focal específico de interesse da mensagem.
- C)Mídia espontânea focada.
Errada, porque mídia espontânea focada descreve tipo de exposição na mídia, não o conceito de grupo-alvo.
- D)Stakeholders.
Certa, porque stakeholders são os grupos de interesse diretamente relacionados ao tema e que devem receber comunicação segmentada.
- E)Press target.
Errada, porque press target também aponta para imprensa/assessoria, e não para o conjunto de públicos afetados pela ação pública.
Gabarito: D
Na comunicação pública, a regra é falar com a sociedade em geral, porque o órgão público existe para atender ao interesse coletivo. Mas nem toda mensagem precisa ser disparada para a cidade inteira: às vezes o assunto é tão específico que faz sentido mirar apenas quem tem relação direta com o tema, como moradores de um bairro, servidores, comerciantes, usuários de um serviço ou entidades afetadas. Aí entra a lógica de segmentação do público-alvo, que na comunicação é tratada como stakeholders. Stakeholders são os grupos de interesse, isto é, pessoas ou entidades que têm vínculo, interesse, influência ou impacto em relação a uma ação, política, serviço ou decisão do órgão. Em comunicação pública, identificar stakeholders ajuda a escolher linguagem, canal e momento certos, evitando o famoso tiro de canhão para matar formiga. Por isso o gabarito é a letra D. A expressão stakeholders é a mais adequada porque designa justamente esses grupos determinados que precisam ser alcançados por causa de um tema específico. As demais opções misturam termos de mídia, imprensa e relações com a imprensa, mas não nomeiam corretamente esse conceito de público de interesse. Em prova, vale guardar a ideia central: comunicação pública não é só publicidade institucional ampla; ela também exige comunicação dirigida, segmentada e orientada ao interesse público, com atenção aos públicos afetados. Essa visão é muito compatível com a doutrina de comunicação pública e com a lógica constitucional da publicidade e da eficiência na Administração Pública.