A comunicação interpessoal do Monitor Social, aliada à linguagem acessível, é peça-chave para fortalecer o vínculo com os usuários. De que forma essa comunicação pode impactar positivamente a condução das atividades?
- A)Empregar terminologias que ressaltam diferenças hierárquicas, mantendo os usuários em posição de constante subordinação.
Errada, porque reforçar diferenças hierárquicas vai contra a lógica de aproximação e cooperação necessária na comunicação com os usuários.
- B)Aproximar as linguagens de cada faixa etária, utilizando exemplos concretos e escuta atenta, proporcionando engajamento genuíno e motivando a troca de saberes.
Certa, porque adapta a linguagem ao público, usa exemplos concretos e valoriza a escuta, o que aumenta engajamento e troca de saberes.
- C)Focar discursos técnicos, pois a simplificação excessiva dos conteúdos compromete a seriedade do trabalho junto às famílias.
Errada, porque o uso excessivo de tecnicismo dificulta a compreensão e não fortalece o vínculo com famílias e usuários.
- D)Evitar contato verbal prolongado, pois a comunicação excessiva tende a dispersar a dinâmica do grupo.
Errada, porque evitar contato verbal prolongado prejudica a interação, a escuta e a construção de confiança no grupo.
Gabarito: B
Na comunicação interpessoal, o objetivo não é falar bonito para impressionar, mas falar de um jeito que faça sentido para quem está ouvindo. Em atividades com usuários, especialmente quando há diferentes idades, níveis de compreensão e experiências, a linguagem acessível ajuda a criar confiança, participação e acolhimento. Quando a pessoa entende o que está sendo proposto, ela tende a se envolver mais e a contribuir melhor. No contexto do Monitor Social, isso é ainda mais importante porque a relação com os usuários depende de aproximação, escuta e clareza. Não adianta usar termos técnicos demais ou postura distante se a ideia é fortalecer vínculos e estimular a troca de saberes. Comunicação boa, aqui, é a que abre porta, não a que levanta muro. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela acerta ao propor a adaptação da linguagem às faixas etárias, com exemplos concretos e escuta atenta. Isso favorece engajamento genuíno, melhora a compreensão e cria um ambiente mais participativo, em sintonia com os princípios da comunicação pública e do diálogo social, muito valorizados nas relações públicas. As demais alternativas erram porque apostam em hierarquia, excesso de tecnicismo ou afastamento verbal, tudo o que enfraquece o vínculo. Em vez de aproximar, elas criam distância. E, em comunicação interpessoal, distância demais costuma ser o primeiro passo para a desatenção.