“A crise é democrática, nenhuma organização está livre de enfrentá-la”, afirmam os autores especialistas em gestão de crises. Ameniza uma crise na mídia:
- A)Escalar fontes diversas.
Errada, porque escalar muitas fontes sem critério não resolve a crise e pode até confundir a comunicação.
- B)Publicar declarações genéricas.
Errada, pois declarações genéricas passam impressão de evasiva e não enfrentam o problema com objetividade.
- C)Manter relacionamento passado positivo.
Certa, porque um relacionamento positivo construído antes da crise aumenta a confiança e facilita a mediação com a mídia.
- D)Ignorar os comentários negativos nas redes sociais.
Errada, já que ignorar comentários negativos nas redes sociais deixa a crise crescer sem resposta e sem controle.
- E)Concentrar-se apenas nos meios de comunicação tradicionais.
Errada, porque a crise hoje circula também em ambientes digitais e multicanais, não apenas na mídia tradicional.
Gabarito: C
Em gestão de crises, a regra de ouro é simples: crise não avisa, mas a reputação sente. Na mídia, o que costuma ajudar não é improvisar discurso bonito, e sim ter lastro, confiança e histórico de boa relação com jornalistas, fontes e públicos. Quando a crise estoura, esse capital de credibilidade funciona como um amortecedor: as pessoas tendem a ouvir com mais abertura quem já vinha agindo com transparência antes do problema aparecer. Por isso, manter um relacionamento passado positivo é a alternativa correta. A assessoria de comunicação não resolve crise com milagre de última hora; ela trabalha com credibilidade acumulada. Em termos práticos, uma relação profissional, acessível e consistente com a imprensa reduz ruído, aumenta a chance de escuta e facilita a circulação de informações confiáveis no momento crítico. Já as outras opções trazem respostas frágeis ou até contraproducentes. Em crise, declarações genéricas soam como fuga, ignorar redes sociais é pedir para a crise ganhar combustível, e focar só na mídia tradicional é esquecer que a conversa hoje acontece em vários canais ao mesmo tempo. A solução é diálogo integrado, rapidez e coerência. Do ponto de vista doutrinário, isso conversa com a ideia de comunicação preventiva e gestão de reputação: antes da crise, constrói-se confiança; durante a crise, colhe-se essa credibilidade. A banca cobra exatamente essa lógica prática da assessoria, que valoriza relacionamento contínuo e postura transparente.