A mídia desempenha um papel central na sociedade, sendo responsável por conectar pessoas, transmitir informações e moldar opiniões. Ao longo dos anos, os meios de comunicação evoluíram e passaram a influenciar praticamente todos os aspectos da vida em sociedade, desde desastres naturais, quando ela informa o público sobre medidas de segurança, ajudando a manter a ordem e a coordenação social, até a perpetuação da falsa ideia de felicidade através da posse de bens materiais, beneficiando apenas as elites econômicas. Com base nisso, pode-se afirmar que:
- A)A teoria funcionalista, derivada da escola de Frankfurt, se concentra na análise das relações de poder e desigualdades sociais, questionando as estruturas de dominação e a ideologia disseminada pela mídia;trabalha para manter o equilíbrio e a ordem social.
Errada: mistura conceitos, porque a descrição de relações de poder e dominação é da teoria crítica, não da funcionalista, e a referência à Escola de Frankfurt também está trocada.
- B)Ambas as teorias reconhecem que a mídia desempenha um papel central na sociedade, mas diferem em como veem esse papel. A teoria culturológica se concentra nas funções positivas e de integração; a teoria funcionalista se preocupa com a dominação ideológica e a alienação.
Errada: inverte completamente as teorias, atribuindo à culturológica a função positiva e à funcionalista a crítica ideológica, quando é o contrário do que se espera aqui.
- C)A teoria funcionalista vê a sociedade como um sistema organizado e estável, composto por diferentes partes que trabalham juntas para manter o equilíbrio e a ordem social. A teoria crítica faz uma análise das relações de poder e desigualdades sociais, questionando as estruturas de dominação e a ideologia disseminada pela mídia.
Certa: a funcionalista destaca integração, estabilidade e equilíbrio social, enquanto a teoria crítica analisa dominação, desigualdade e ideologia veiculada pela mídia.
- D)A teoria crítica oferece uma visão de estabilidade e continuidade, ajudando a entender como a mídia contribui para o funcionamento do meio social e, ainda critica a ideia de que esta deve ser controlada pela sociedade. A teoria funcionalista, por sua vez, oferece uma perspectiva mais pessimista e transformadora, focada na função da mídia e, também, em expor as desigualdades e a manipulação ideológica promovida por ela.
Errada: faz uma troca total dos papéis, atribuindo estabilidade à teoria crítica e visão pessimista e transformadora à funcionalista, o que contraria a classificação clássica.
- E)A teoria crítica vê os meios de comunicação como parte de um sistema social maior. O sistema social funciona como um organismo, em que cada parte tem uma função específica para garantir que o todo continue estável e equilibrado. A ideia central é que os meios de comunicação ajudem a integrar a sociedade e a reforçar os valores e as normas que mantêm o “organismo social”, criticando as visões limitadas das teorias anteriores.
Errada: descreve a teoria funcionalista, mas a chama de teoria crítica, confundindo o aluno ao usar a ideia de sociedade como organismo com integração e equilíbrio.
Gabarito: C
A questão cobra a diferença entre duas leituras clássicas da mídia: a teoria funcionalista e a teoria crítica. A funcionalista enxerga os meios de comunicação como parte do sistema social, ajudando a integrar as pessoas, informar, organizar e manter a ordem. Em resumo: a mídia “faz o sistema funcionar”, especialmente em momentos de crise, como desastres naturais, quando a informação rápida ajuda a coordenar a sociedade. Já a teoria crítica, ligada à Escola de Frankfurt, olha para a mídia com muito mais desconfiança. Para ela, os meios de comunicação podem reforçar a dominação, a alienação e a ideologia das elites econômicas, inclusive vendendo a falsa promessa de felicidade pelo consumo. Aqui a mídia não é neutra: ela pode servir para manter desigualdades e controlar percepções. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela acertou ao dizer que a teoria funcionalista vê a sociedade como um sistema organizado, estável e voltado ao equilíbrio, enquanto a teoria crítica analisa relações de poder, desigualdades e a ideologia disseminada pela mídia. É a distinção clássica que a banca quer ver: uma visão integrada e conservadora do sistema versus uma visão crítica da dominação social. Se quiser memorizar sem sofrimento: funcionalismo pensa em ordem e integração; teoria crítica pensa em poder, dominação e alienação. Parece simples, mas a banca adora trocar as etiquetas para testar se voce está atento.